Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 09/10/2019

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela - é dever do Estado garantir o direito à educação e ao bem-estar social da população. Entretanto, quando se observa os altos índices de evasão universitária no Brasil, devido, principalmente, à falta de investimentos públicos no auxílio ao estudante e à ausência de políticas favoráveis à graduação, verifica-se que os “Direitos Humanos” não são constatado na prática e a problemática persiste na realidade brasileira.

Em primeiro plano, segundo o Jaques Rousseau, o filósofo francês do séc. XVIII: “a educação é base da democracia da nação”, porém infelizmente no Brasil contemporâneo a educação universitária não está sendo tratada com esse vigor, pois, segundo dados do INEP, mais de 3 milhões de jovens desistem do ensino superior todos os anos. Desse modo, é fundamental destacar que a falta de investimento públicos do Estado corrobora o problema, já que muitos jovens precisam, por não receber auxílios suficientes, trabalhar e estudar simultaneamente, e essa rotina difícil de trabalhar durante período integral junto ao estresse de manter boas notas leva-os à evasão universitária, assim diz dados da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo Baiano), confirmando que 115 mil bolsistas deixaram a universidade por evasão.

Outrossim, já afirmava Albert Einstein: “a curiosidade e a pesquisa são o motor do estudo”. Desse modo, a ausência de políticas que incentivem os jovens a se manter na universidade reforça a evasão, visto que medidas (como estimular a pesquisa científica, oferecer intercâmbios gratuitos e ajudar o estudante a ingressar no mercado de trabalho) não são efetivadas e por conseguinte muitos jovens perdem o interesse pela universidade, oque agrava intensamente a evasão universitária.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação investir em auxílios que facilitem a vida do universitário, como bolsas em reais para completar a renda, refeições com custo baixo, passagens de ônibus gratuitas e descontos na compra de livros, sempre de acordo com a condição financeiramente vulnerável do estudante. Além disso, também é dever do Ministério da Educação junto com empresas públicas e privadas, ampliar a pesquisa científica, oferecendo oportunidades de estágios remunerados em empresas do ramo técnico científico, assim como intercâmbios para universidades fora do Brasil, para que, assim, possa-se alcançar a educação prevista na Declaração Universal dos Direitos Humanos.