Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 21/10/2019

Na obra juvenil “Percy Jackson e o Ladrão de Raios”, o autor Rick Riordan aborda diversas temáticas relacionadas à vida estudantil do personagem Percy, a exemplo da sua dificuldade de se manter na escola e seu constante desejo de abandonar os estudos. Em analogia, no que concerne aos crescentes índices de evasão universitária no Brasil contemporâneo, verifica-se que a idiossincrasia presente no protagonista da obra de Riordan é intrínseca ao corpo social brasileiro. Dessarte, é imprescindível citar a falta de estímulo por parte do governo como principal obstáculo à redução da incidência dessa conjuntura. Sendo assim, torna-se crucial debater acerca dessa vertente, visando à plenitude social.

A princípio, cabe pontuar que, parafraseando o filósofo Thomas Hobbes, é dever do estado garantir o bem-estar social. Sob tal ótica, infere-se que dentre as funções governamentais encontra-se investir na educação e adotar medidas efetivas que incentivem os jovens a se qualificarem profissionalmente e, consequentemente, assegurar o funcionamento pleno da sociedade. Na ausência dessas medidas, a realidade brasileira tem se apresentado em consonância com a literatura de Riordan, na qual os jovens estão cada vez mais desmotivados e abandonam os estudos antes mesmo da conclusão.

Ademais, convém frisar que a incerteza em relação ao curso e ao mercado de trabalho no atual cenário brasileiro são agravantes extremamente relevantes. Desse modo, os questionamentos sobre a carreira profissional podem acarretar a evasão, haja vista que as decisões humanas são mutáveis, assim como afirma o filósofo Heráclito. Posto isto, a fim de consolidar de fato os bons índices estudantis no Brasil, urge que ações desmistifiquem a realidade das diversas profissões existentes e incentivem cada vez mais os estudantes a se qualificarem como profissionais.

Em suma, é míster que medidas eficazes são necessárias para atenuar a incidência da evasão universitária na sociedade brasileira. Sendo assim, com o intuito de mitigar essa problemática, urge que o Tribunal de Contas da União direcione capital para que o Ministério da Educação atue na criação de campanhas motivacionais em universidades, palestras para explicitar a importância de possuir uma formação acadêmica e feiras expositivas sobre as mais variadas carreiras profissionais. Essas ações têm por intuito incentivar os universitários a não desistirem do curso superior, através do contato contínuo com fontes de estímulo para que continuem estudando. Como efeito, ocorrerá uma conscientização do corpo social, e a nova geração de profissionais será prova de que, assim como propõe Hobbes, o estado assegura de fato a plenitude social.