Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 14/10/2019
Em abril, o Ministério da Educação anunciou um contingenciamento de 30% das verbas destinadas às universidades públicas. Não obstante, não é a primeira vez que o governo age dessa maneira, haja vista que desde 2015 o Brasil enfrenta essa contenção de gastos. Nesse contexto, nota-se um aumento dos índices da evasão universitária, sendo esta uma consequência direta do baixo investimento público nas universidades. Dessa forma, urgem medidas governamentais e civis a fim de diminuir tais estatísticas.
A priori, vale ressaltar que, segundo pesquisas realizadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, a evasão universitária está estimada em 21%, e para as universidades públicas é de 15%. Portanto, é notório que as contenções governamentais levam a um sucateamento das instituições públicas, pois diminuem as verbas para pesquisas, além de gerarem problemas com relação aos pagamentos dos salários dos professores e funcionários. Levando, assim, a ocorrência de greves, que alteram o calendário acadêmico, e geram a insatisfação dos alunos.
Ademais, o Brasil enfrenta uma grave crise econômica, o que impossibilita muitos alunos de optarem por instituições privadas, haja vista que não possuem condições de pagar as mensalidades, além de arcar com outros gastos. Outrossim, um grave influenciador da evasão universitária é a defasagem do ensino fundamental e médio no Brasil, fazendo com que os alunos tenham dificuldade de se manter na universidade, uma vez que não possuem conhecimentos básicos.
Devido a isso, muitos precisam repetir matérias, e demoram muito tempo para conseguir formar, levando a uma desmotivação e consequente, evasão. Diante do que foi exposto, a fim de reduzir o sucateamento das universidades, o Ministério da Economia, juntamente com o Ministério da Educação devem destinar mais verbas às instituições públicas, mediante o aumento dos impostos de empresas privadas, o qual deve ser proposto, em caráter emergencial, na Câmara Legislativa. Ademais, o Governo deve, também, investir em uma educação básica de qualidade. Dessa forma, mais jovens concluirão o ensino superior, sinalizando um avanço econômico e social para o país.