Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 15/10/2019
Segundo dados divulgados pelo INEP, o índice de evasão universitária alcançou uma média de 21% ao longo dos últimos anos. Nas instituições publicas o percentual chega a 16% do número total de estudantes. Estes altos níveis de desistência no ensino superior Brasileiro mostram que, universidades publicas e privadas se veem em uma situação de ineficácia das politicas de auxilio permanência, acarretada principalmente pelo sucateamento financeiro proposto pelos últimos Governos.
Em abril de 2019, o INEP anunciou o contingenciamento de cerca de 30% da verba destinada à educação de nível superior no Brasil. Tal decisão, colaborou com um plano de corte de gastos nas universidades publicas instaurado no ano de 2015 com o início da crise econômica, e tem consequências diretas nas condições de permanência de muitos jovens, na medida em que muitos estudantes dependem dos auxílios subsidiados pela universidade para se valer de transporte, alimentação, assistência didática dentre vários outros benefícios propiciados pelas instituições publicas. Com a ausência de aporte básico à continuação desses jovens, e levando em consideração jovens de baixa renda que se deslocam de sua terra natal para estudar, muitos encontram complicações para viver e dar continuidade na graduação, seja por falta de condições financeiras ou por dificuldade nas disciplinas acadêmicas.
Rente aos dano causados pelas politicas de corte de verba, há também uma impraticabilidade do papel de formador educacional do sistema estudantil Brasileiro. Levando-se em consideração a defasagem de aprendizado demonstrada por alunos advindos de escolas publicas, causada principalmente pela falta de investimento na educação de base, muitos jovens encontram dificuldades nos conteúdos exigidos pelo curso superior. Tais dificuldades são perpetuadas na vida acadêmica do aluno, uma vez que em instituições publicas o reforço escolar não é praticado em detrimento do corte de gastos. Dessa forma tem-se na atual condição estudantil, altos níveis de reprovação em disciplinas de todas as áreas, destaque para a disciplina de Calculo que reprova em média, segundo dados da Unicamp, cerca de 54% dos alunos matriculados, e por consequência um aumento do desinteresse do aluno, gerando assim um potencial desistente.
Nesse sentido, é importante que, o atual e os seguintes Governos Brasileiros apresentem reformulações no sistema educacional Brasileiro. Tais reformulações são resumidas em maiores investimentos ao ensino médio a fim de prover professores de qualidade e políticas de permanência em universidades publicas com o intuito de tornar viável a vida de estudantes de baixa renda deslocados de suas cidades natal. Só assim o ensino superior poderá diminuir seus índices de evasão e desistência.