Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 16/10/2019
As universidades surgiram na Idade Média como um local para formar padres e teólogos. Entretanto, com o desenvolvimento do Iluminismo, essas instituições começaram a abrigar e desenvolver diversas ideias que estavam surgindo no período se tornando difusoras do conhecimento, papel que desempenham até hoje. Contudo, conforme as universidades se tornaram mais acessíveis e o número de vagas aumentou, a quantidade de evasões também cresceram devido à dificuldade de transporte dos universitários e à falta de apoio ao desenvolvimento intelectual do país por parte do governo.
Inegavelmente, estudantes do país inteiro durante toda sua vida escolar passam por um grande problema: morar longe do lugar onde estuda. Muitos, quando entram na faculdade, acabam tendo que se mudar para lugares próximos à universidade, contudo, a grande maioria não tem condições financeiras para fazer isso e passam a lidar com o transporte público brasileiro. Esse, por sua vez, além de ter um preço considerável, tem diversos outros problemas como atrasos nas viagens e lotação em determinados horários o que ,com o tempo, vai desestimulando o discente e o faz trancar ou largar a faculdade.
Somada a essa situação, ainda existe a falta de apoio ao desdobramento intelectivo no Brasil. Para Augusto Comte, pai do positivismo, o acúmulo de conhecimento deve sempre resultar no desenvolvimento da humanidade. Por outro lado, no Brasil, vê-se a crescente indiferença ao ensino superior e aos produtos deste. Por exemplo, em 2019, o governo cancelou a verba voltada a bolsas de pesquisa cientifica, que, no futuro, contribuiriam para o avanço tecnológico da nação. Isso, não só fez os estudantes largarem suas pesquisas, como também gera medo nos novos universitários.
Com o propósito de diminuir a cobrança monetária sobre os estudantes, o Ministério da Infraestrutura, juntamente com as empresas privadas, deve criar uma espécie de passe livre nacional, exclusivo para universitários de baixa renda e aumentar a circulação de ônibus por meio do acréscimo de corredores de ônibus e compra de novos ônibus. Ademais, com o intuito de estimular o avanço técnico do país, o Ministério da Educação (MEC) deve investir mais nas bolsas já existentes e criar campanhas nas universidades públicas para despertar nos novos alunos a vontade de impulsionar o país. Agindo assim, o Estado vai perpetuar o que o Iluminismo começou no Renascimento: a ampliação do conhecimento.