Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 17/10/2019
Apesar da existência da Constituição Federal de 1998, e de seu artigo 205 a qual decreta a educação como um direito de todos e sendo promovida e incentivada pelo Estado e sociedade, a evasão universitária hoje, progrediu constantemente nos últimos 10 anos, sendo estimada em 21%, segundo dados do (INEP). Nesse segmento, cresce os motivos que levam estudantes a desistirem da graduação,que se iniciam desde o ensino primário precário até o baixo investimento em redes universitárias públicas. Sob essa ótica, é de responsabilidade governamental aderir medidas a fim de diminuir as desistências ao ensino superior com repasses adequados e orientação a alunos.
Sob essa análise, o pensamento de Paulo Freire se faz presente, quando afirma que a educação é o maior e mais difícil problema imposto ao homem. No contexto brasileiro, cerca de 65% dos alunos do ensino fundamental da rede pública não sabem reconhecer um quadrado, triângulo ou círculo, além disso, os resultados das provas que medem os índices de desenvolvimento da educação básica (Ideb), revelaram mais do que o baixo desempenho, mas também, a desigualdade de instrução ligadas a estrutura das escolas públicas e particulares. Gerando assim, a não isonomia de ensinos e futuramente na dificuldade de inserção de alunos oriundos da rede pública no ensino superior federal, optando em grande número para centros privados, promovendo incertezas e dificuldades de financiamento.
Dentro dessa perspectiva, falta de assistência estudantil nos setores educacionais públicos, fogem do ideal do psicólogo Jean Piaget, a qual define que a didática não é assimilar ao máximo, mas aprender e a continuar a se desenvolver depois da escola. Nessa obstante, o aluno que ingressa no ensino superior sofre uma série de percalços, demonstrados na dificuldade de acompanhar o ritmo das aulas por conta da deficiência de sua formação, dificuldade em se manter no curso e falta de bolsas contínuas, gerando a porcentagem de apenas 34% que concluem sem problemas,segundo o (INEP). Portanto, é necessário que o Ministério da Educação, fiscalizem a verba destinada para universidades públicas, além de criar mais projetos de bolsas a qual beneficie estudantes de baixa renda no núcleo de ensino superior privado e coletivo.
Ante ao exposto, a valorização de ensino deve começar, sobretudo, no ensino fundamental até a ultimo ano do ensino médio.Para amplificar esse tema, o Poder Público através do (MEC), deve dar continuidade a programas de de orientação vocacional no ultimo ano do ensino médio em escolas, com palestras e feiras de profissões com a participação de universitários.Dessa forma, o estudante estará apto e consciente de que curso seguir, diminuindo incertezas e futuras evasões. além disso, o Governo deve investir na ensino básico e superior, o qual deve ser proposto na câmara, em caráter emergencial.