Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 28/10/2019

“No meio do caminho tinha uma pedra.” Esse trecho do poema de Drummond, reflete a situação que muitos jovens enfrentam ao ingressar no ensino superior. Pois alguns não têm condições em arcar com as despesas da mensalidade e optam por desistir do curso, no entanto, existem casos em que os estudantes são prejudicados pela má educação do ensino público e assim enfrentam problemas na universidade. Tal contexto remete à urgente necessidade de contornar a saída de alunos da educação superior por problemas financeiros e melhorar o ensino básico.

É fundamental enfatizar, inicialmente, que o crescente aumento do desemprego contribui para a saída dos estudantes das faculdades. Isso fica notório ao perceber que muitos jovens não tem como pagar seu ensino sem trabalhar, como demonstra a matéria do site Educação Integral, que informa que 32,2% conciliam os estudos com o trabalho para poderem pagar a faculdade. Dessa forma, com a falta de empregos os estudantes não conseguem ter uma renda para arcar com os estudos e então escolhem abandonar o ensino, prejudicando assim seu futuro.

Outrossim, seria ingênuo não observar que cada vez mais os alunos tem tido bastante dificuldade nas matérias universitárias pela falta de base em assuntos fundamentais. Lamentavelmente, tal fato ocorre porque o Brasil apresenta taxas bastantes alarmantes em relação ao ensino básico, muitos alunos saem do colégio sem ter aprendido o necessário para ingressar na universidade. Prova disso é que, de acordo com o site G1, “7 de cada 10 alunos do ensino médio têm nível insuficiente em português e matemática”. Tal realidade preocupa, pois, isso influência diretamente na decisão dos alunos em desistir da faculdade.

Evidencia-se, portanto, a necessidade de um planejamento do Estado para reduzir a taxa de evasão universitária. Nesse sentido, é fundamental que o Ministério da Educação em parceria com os Governos Estaduais ofereçam isenção fiscal para empresas que contratarem estudantes nos primeiros períodos da faculdade, para que assim os jovens tenham renda para pagar a universidade. Ademais, o Ministério da Educação junto as escolas municipais e estaduais devem oferecer aulas de reforço antes de se ministrar as disciplinas que requerem mais dos alunos, para que assim eles possam ter a base necessária para não ter problemas no ensino superior. Assim, os jovens terão maneiras de arcar com suas despesas estudantis e ainda terão a carga de conhecimento necessária para concluir a faculdade.