Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 23/10/2019

A evasão universitária consiste na desistência do estudante a sua matrícula no ensino superior, causando assim uma ociosidade na vaga, e como consequência ocorre o desperdício de recursos, pois uma estrutura montada para uma quantidade de alunos passa estar subutilizada. Nesse sentido, é preciso buscar formas de redução da evasão, como auxiliar as decisões que antecede a entrada ao ensino superior e também ajuda aos já ingressados que passam por dificuldades de se manterem.

Primeiramente, é preciso atentar-se que a decisão à escolha do curso superior é feita ainda com o indivíduo na fase da adolescência ou mesmo no começo da juventude. Nessa perspectiva, observa-se o quanto decisiva é tal opção, entretanto, os jovens recebem pouca ou nenhuma orientação a tal decisão, exemplo disso, é a inexistência de tal ajuda nas escolas públicas, os alunos que estão presentes no último ano do nível médio, são obrigados a tomarem decisões e no entanto podem revê-las já na faculdade e assim evadir da faculdade e causar a ociosidade.

Ademais, para cursar o ensino superior envolve gastos, que o jovem não pertencente ao mercado de trabalho o impossibilita a continuidade da graduação. A esse respeito, o pesquisador Oscar Hipólito, ligado ao Instituto Lobo, enumera vários motivos para a evasão, como a insuficiência financeira, pois alguns cursos, principalmente em universidades públicas, exigem dedicação integral, e, incapaz de conciliar os estudos com o trabalho abandona a faculdade.

Portanto, pode-se perceber que é preciso ações concretas a fim de diminuir a evasão universitária, pois essa redução garantirá benefícios para os estudantes e para a sociedade como um todo. Assim, as Secretárias de Educação dos Estados, responsáveis pelo ensino médio, deve orientar os estudantes com o intuito de auxiliá-los nas decisões, com a disponibilização de testes vocacionais realizados por psicólogos. Aliado a essa medida, o Ministério da Educação deve oferecer bolsas de assistência aos estudantes já matriculados, tais recursos podem ser oriundos dos 10% do lucro do pré-sal, dinheiro já garantido a educação, com a finalidade de custear gastos para a permanência desses alunos até o final da graduação.