Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 23/10/2019
Quando se projeta o desenvolvimento educacional da sociedade, a expectativa é sempre de uma função linear no plano cartesiano da história. No entanto, o índice de aumento na evasão no contexto universitário brasileiro, contradiz essa ideia e sobrepõe em uma função decrescente. Nesse sentido, aspectos como a falta de recursos distribuídas nas faculdades federais por parte governamental, influenciam para esse problema.
Antes de tudo, é importante esclarecer como o congelamento de verba nas universidades está diretamente associado a esse problema. Nesse espectro, é necessário tomar como guia uma pesquisa feita pela “G1”, onde o governo anunciou o congelamento de R$ 1,4 bilhões de gastos nas universidades totalizando R$ 46 bilhões. Ou seja, esse congelamento influencia na falta de assistência para alunos de baixa renda como: passe livre para o uso de transporte coletivo. Assim, o que deveria caracterizar os diversos “Brasis” na nação é motivo de preocupação.
Sob esse viés, como consequência disso, o índice de evasão nas universidades vem crescendo. Acerca disso, é pautável trazer informações dadas pelo Ministério da Educação, em que mais de 115 mil bolsistas deixaram a universidade por evasão. Isto posto, percebe-se que, no Brasil, os estudantes de baixa renda que usufruem de bolsas para o estudo, compõem um grupo altamente desfavorecido no processo de formação da sociedade, proposta defendida por Howald Becker em sua obra “Outsider”.
Destarte, o Estado, por seu caráter socializante e abarcativo, deverá promover políticas que visem garantir uma maior autonomia para bolsistas de baixa renda. Por meios de verbas governamentais, o MEC, deverá propor um projeto, envolvendo o alcance dessa parcela da população ao ensino superior como a instauração de passe livre para o transporte coletivo e cartão alimentação para alunos desfavorecidos no quesito financeiro. Somente assim, construir-se-á um país melhor.