Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 28/10/2019
Na série brasileira Segunda Chamada é retratada as dificuldades acerca da permanência dos alunos de uma escola. Saindo da ficção é possível notar que as desistências enfrentadas nas escolas do ensino médio se perpetuam nas universidades do Brasil. Nesse contexto, é válido salientar as causas que levam ao aumento da evasão universitária, bem como os desafios para se reverter esse quadro.
É notório, em primeira análise, observar as questões sociais e financeiras desses alunos. Isso porque, durante os períodos das aulas os estudantes necessitam de suporte financeiro para se alimentar, realizar trabalhos do curso e comprar seus materiais. Entretanto, muitos não possuem a renda suficiente para a manutenção de seus custos na universidade, passando a abandonar o ensino em prol de um trabalho que sirva pelo menos para lhe alimentar, prejudicando seu estudo e vivendo um ciclo que gira em torno das classes baixas - o de ser ,sempre, a mão de obra -. Dessa forma, como dito pelo historiador brasileiro, Caio Prado Júnior, a estrutura colonial, ainda, presente no país dificulta a formação de jovens pobres- maioria no ensino público- em prol da manutenção da mão de obra barata, pois, para empresários ligados ao governo, sucatear o ensino dessas pessoas é mais rentável. Sendo assim, fica claro que essas práticas do Brasil Colonia devem ser combatidas para diminuir a evasão desses jovens nas faculdades do país.
Outrossim, destaca-se a corrupção presente no atual cenário do país. Pois, o dinheiro que deveria ser empregado em pesquisa, tecnologia e infraestrutura das faculdades são desviados para o bolso de grandes empresários e para os próprios políticos, sucateando o ensino e o desejo dos jovens em permanecer nesses ambientes defasados. Comprova-se isso com uma pesquisa feita pela Universidade de São Paulo (USP), em que 37,8% dos alunos relataram já ter pensado em trancar o curso por falta de estrutura das universidades e pela falta de pesquisa das mesmas, que acabam afetando o desenvolvimento e a formação de novos cientistas brasileiros. Sob esse viés, fica visível que muitos sonhos estão sendo postos de lado devido a falta de fiscalização do destino da verba pública.
Entende-se, portanto, que reverter a evasão dos ambientes de ensino é investir em um futuro promissor para o país. Nesse sentido, a fim de atenuar a problemática, o Ministério da Educação deve cobrar o uma maior liberação de verba, para que as universidades públicas de todo o país possa avaliar a situação financeiras dos diversos jovens presentes nesse campo, e ser um suporte para elas, servindo de estimulo para a permanência no curso. Por outro lado, o Governo Federal deve investir em fiscalização, para que qualquer ato corruptos ou qualquer forma de beneficiamento de empresários, seja percebido e devidamente punido, evitando casos como apresentado na Segunda Chamada.