Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 27/10/2019
Com o advento da 3º Revolução Industrial, surgem novas estruturas trabalhistas que passam a exigir uma mão de obra mais qualificada. Como consequência, percebe-se que atualmente, os cursos superiores possuem papel fundamental na formação de futuros profissionais. No entanto, a realidade brasileira demonstra que é grande o número de estudantes que desistem de concluir o ensino universitário. Nesse sentido, cabe analisar as causas da evasão escolar que ora se deve a condição socioeconômica do indivíduo, ora resulta do descaso do poder público com tal problemática.
Em princípio, é substancial promover uma reflexão acerca das dificuldades enfrentadas pelos universitários no Brasil. Por certo, têm-se que a condição econômica revela-se como fator determinante para evasão dos estudantes, visto que muitos precisam conciliar o estudo com o trabalho, tendo que, em muitos casos, preferenciar o último. Além disso, vale ressaltar o pensamento do filósofo Aristóteles que afirma: “O prazer no trabalho aperfeiçoa a obra”. Tal visão está em consoante com a demanda social do indivíduo por um curso que atenda sua necessidade educacional e profissional. Tal questão, por vezes, provoca no estudante a indefinição quanto a graduação pretendida na Universidade, fazendo com que o mesmo opte por trancar o seu atual curso.
Fazendo uma segunda análise, cabe discorrer sobre a ineficácia do poder público na resolução da problemática supracitada. Sendo assim, é lícito destacar o papel das instituições de Ensino Médio que possui diretrizes educacionais que pouco contribuem para a preparação dos alunos, a fim de que os mesmos, entrem na faculdade já decididos acerca de suas carreiras profissionais. Ademais, percebe-se a continuidade desse cenário preocupante na educação, já que segundo o INEP a taxa de evasão universitária no Brasil em 2017 foi cerca de 24% para o setor público, em cursos presenciais. Isso revela a inoperância do poder público diante de tais circunstâncias, sendo este o responsável em criar instrumentos educacionais eficientes a fim de contornar esses desafios.
Portanto, faz-se necessário a adoção de medidas capazes de atenuar a evasão universitária no Brasil. Sendo assim, cabe ao Ministério da educação, alterar a Base Nacional Comum Curricular a fim de promover a inclusão de experiências acadêmicas já no ensino médio, para que o aluno possa ficar familiarizado com os cursos de graduação e o ambiente das faculdades, seja ela pública ou privada. Dessa forma, será possível superar possíveis questionamentos acerca de sua formação superior. Ademais, é importante que as Universidades públicas, em parceria com o setor privado, criem bolsas de estudos, a fim de assistir economicamente os alunos de baixa renda que tenham proficiência estudantil. Assim, é possível garantir grandes perspectivas de futuro e pequenas chances de evasão.