Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 29/10/2019

O ex-presidente na África do Sul Nelson Mandela, afirmava que ``a  educação é a arma mais poderosa para se mudar o mundo. Todavia, essa atenção dada para o aprendizado não está presente no Brasil, haja vista a existência da evasão universitária, motiva pelos baixos investimentos nas universidades públicas e o elevado número de desempregados no país que impossibilita as pessoas de honrarem seus compromissos financeiros. Portanto, é necessário que algo seja feito para mudar esse cenário.

Primeiramente, um dos reflexos do alto índice de evasão universitária no setor público são os baixos recursos para esse setor. Por exemplo, o Ministério da Educação congestionou 30% do orçamento das universidades públicas o qual já é baixo. Dessa maneira, alunos que carecem de recursos e dependem das bolsas de estudo, desistirão do curso pois não terão como se manter nas instituições.

Além disso, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, aproximadamente 12% da população brasileira está desempregada. Logo, alunos que estudam em uma rede privada tem dificuldades em pagar as mensalidades do curso, por consequência da falta de oportunidades de trabalho. Dessa forma, esses alunos acabam por desistir dos cursos por não conseguirem arcar com os custo.

Por tudo isso, o Governo deve, por meio da criação de uma lei, taxa lucros e dividendos de grandes fortunas, com a finalidade de utilizar esses novos recursos para garantir as verbas necessárias para as universidades públicas manterem seus alunos, assim beneficiando os mesmos. Paralelamente, o Ministério da Economia em conjunto com as universidades privadas, deve promover um refinanciamento da divida dos estudantes, através do pagamento das mensalidades do curso só para quando o aluno se forma. Dessa maneira, garantindo que os alunos da rede privada não desistam do curso, e possam ter mais chances de ingressar no mercado de trabalho. Assim, o Brasil poderá mudar sua realidade utilizando a educação, como afirma Nelson Mandela.