Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 29/10/2019
No contexto da chegada da família real no Brasil, em 1808, foram realizados investimentos na estrutura do país, entre eles a construção da primeira universidade. Nesse sentido, os métodos educacionais eram pouco dinâmicos, conforme as necessidades que se possuía no período. Todavia, esse modelo de ensino não foi adaptado às mudanças sociais que ocorreram ao passar dos anos, como o aparecimento da internet que revolucionou a forma de realizar pesquisas. Sob tal perspectiva, cresce o número de alunos que deixam a escola precocemente, fato que ocorre não só por conta da falta de compatibilidade entre o ensino e os alunos, mas também pelas condições de vulnerabilidade social que esses estudantes se encontram.
É preciso considerar, antes de tudo, as falhas do modelo estudantil em se adaptar às necessidades dos indivíduos do século XXI. A cerca disso, é pertinente o discurso do filósofo Zygmunt Bauman, no qual ele conceitua a modernidade líquida: que consiste na forma imediatista em que a sociedade contemporânea lida com as relações. Assim, como a escola mantém um modelo lento, que não se utiliza da tecnologia, compatível ao do século XIX, é evidente que os estudantes das novas gerações não se sintam atraídos por esse formato estudantil e acabem se sentindo desmotivados a seguirem na faculdade, após completarem o ensino médio. Desse modo, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), 21% dos estudantes evadem das universidades.
Ademais, cabe salientar o papel das condições socioeconômicas na intensificação da desistência dos estudantes em adquirir uma formação completa. Como o acesso a universidades públicas é limitado, principalmente para cursos mais concorridos, muitas pessoas necessitam de ir para universidade particulares. Entretanto, além dos custos com a faculdade surgem gastos com alimentação, moradia, transporte, entre outros, o que extravasa os custos que o estudante pode bancar, e resulta na evasão, como demonstra o INEP, que a diferença de desistência das universidades particulares chegam a ser 10 % superiores às das públicas.
Fica claro, portanto, a necessidade de ocorrer uma renovação no modelo educacional brasileiro. Desse modo, urge que o Ministério da Educação associe-se aos cursos de educação à distância (EAD), de modo a criar métodos de garantia da qualidade desse modo de ensino, como avaliações semestrais, e com isso, seja possível divulgar esse método de educação, já que com ele permite que alunos, que não se adaptem às formas presenciais, tenham uma outra alternativa para os estudos. Ademais, como o EAD não possui custos secundários facilita a permanência dos estudantes que não possuem condições financeiras favoráveis. Assim, será possível reduzir os índices de evasão escolar do Brasil.