Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 29/10/2019

“Merlí” é uma série de televisão sobre um professor de filosofia que, usando alguns métodos pouco ortodoxos, incentiva seus alunos a pensarem livremente - dividindo as opiniões de alunos, professores e famílias. Embora seja uma obra ficcional, a série apresenta características que se assemelham ao atual contexto brasileiro, pois, assim como na obra, a evasão universitária é uma realidade para muitos brasileiros. Nesse sentido, urgem medidas governamentais e civis para diminuir o índice de evasão universitária, uma vez que essas estatísticas mostram-se uma extremamente danosas ao funcionamento do país.

Em primeiro lugar, é válido reconhecer como esse panorama supracitado é alimentado pelo método tradicional de ensino. Isso porque, desde do século XVIII, a linha tradicional de ensino acredita que a formação do aluno depende, exclusivamente, de um acúmulo de informação e domínio de conteúdos consolidados. Assim, por meio de aulas extensas e expositivas, não há espaço para participação individual e criação.  Acerca disso, vários educadores, como Paulo Freire e Rubem Alves, criticam essa metodologia, visto que influência o desgaste e o desinteresse. Logo, não tendo mais motivação, o jovem começa a faltar as aulas até que o abono concretize-se.

Em segundo lugar, vale  salientar como a desigualdade social também afeta a problemática.  Acerca disso, muitos estudantes não conseguem concluir o curso e ingressam ao mercado de trabalho precocemente. Essa causa é uma das mais comuns para a evasão escolar. Não conseguindo conciliar os estudos com as atividades laborais, o jovem prefere trabalhar  para conseguir sua autonomia financeira – mesmo que com um baixo salário. Por fim,  a não conclusão dos estudos , faz com que esse jovem seja classificado com uma baixa qualificação perante outros concorrentes formados.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. O Ministério da Educação, por meio de parcerias com instituições universitárias, deve incentivar programas de tutoria especiais e políticas de assistência estudantil para diminuir a desistência de alunos. Associado a isso, o Ministério também deve fornecer uma  formação continuada ao corpo docente universitário, visto que ajuda o professor a melhorar cada vez mais suas práticas pedagógicas e com isso apoiar os alunos na construção de conhecimentos, e não apenas no acúmulo de informações. Assim, durante essa formação, os professores desenvolveram maiores habilidades para a sala de aula,  como incorporação de tecnologias e métodos alternativos de avaliação.