Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 29/10/2019
Em março de 2019, o Governo Federal anunciou o bloqueio de R$ 5,81 bilhões na área da educação. Posteriormente, em abril do mesmo ano o Ministério da Educação (MEC), anunciou o contingenciamento de 30% da verba destinada às universidades públicas. Nesse contexto, nota-se a evasão universitária como uma anomalia na sociedade brasileira, sendo essa uma consequência direta do baixo investimento público nas universidades. Dessa forma, são inegáveis os desdobramentos negativos da evasão universitária, como a falta de capacitação dos brasileiros e a perda de um potencial trabalhador no futuro.
Primeiramente, a educação é um direito de todos e dever do Estado, segundo a Constituição Federal de 1988. Apesar disso, o MEC congelou R$ 2,4 bilhões da educação básica, uma área já deficiente. Desse modo, o descaso governamental com essa área gera indivíduos que não obtiveram a formação adequada para o ensino superior e, consequentemente, acarretou na dificuldade do jovem se manter nas universidades, e gera a evasão. Somado a isso, esses cidadãos que deixam a faculdade provavelmente acabam procurando por empregos informais. Sendo o Brasil um país subdesenvolvido, isso corrobora para o aumento desse setor e, logo, a hipertrofiação da economia e acentuação das desigualdades sociais.
Em segundo plano, o sucateamento da educação gerado por esse e outros cortes acarreta a falta de aparelhos e estrutura, fazendo com que esses alunos deixem seus cursos pela má qualidade do ensino. Junto a isso, a crise financeira na qual o Brasil ser apresenta em conjunto as oportunidades no mercado de trabalho informado seduzem os estudantes, por propor estabilidade, a qual em crises econômicas é almejada. Tais condições, facilitam o abandono das faculdades, o que atualmente ocorre, pelo fato de que de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP), a evasão universitária nas universidades públicas chegou a 15%.
Diante dessas questões, para mitigar o sucateamento do ensino superior, cabe ao Ministério da Economia, em conjunto ao MEC, como órgão responsável pela qualidade da educação e formação dos cidadãos, devem arrecadar mais verbas e destiná-las às universidades públicas, por meio do aumento dos impostos de empresas privadas, o qual deve ser proposto, em caráter emergencial, na Câmara Legislativa. Outrossim, para reduzir a influência da crise econômica, o Ministério da Economia deve promover programas sociais, pela intermédio do auxílio financeiro aos endividados no SERASA, empréstimos esse que deve ser feito com juros zero para não comprometer a renda familiar.