Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 29/10/2019

Sob a perspectiva filosófica de Platão, a sociedade é prisioneira de seus sentidos desde o seu nascimento e a dúvida é a chave para se libertar desta prisão. No entanto, hodiernamente, verifica-se que no Brasil as dificuldades existentes no ensino superior, causa uma ruptura para que esse exercício possa ser executado, seja pelo declínio emocional dos grauduentes, seja pela insatisfação com o meio profissional. Nesse prisma, convém analisar como essa situação negligente pode ser superada no país.

A princípio, é factível, que esse cenário arraigou na sociedade brasileira com a chegada dos portugueses, pois os nativos sofriam uma alienação para conceder sua força física para trabalho e em forma de pagamento os naveganetes davam objetos de pequeno valor. Na contemporeidade, nota-se que de maneira análoga a evasão dos cursos superiores, 897 mil segundo o Ministério da Educação (MEC), já que muitos dos graduentes necessitam de recursos financeiros para se manter, além de não encontrar oportunidades de ingresso no mercado de trabalho tornando ainda mais dificultoso a conclusão do curso. Por tanto, fica claro o desgaste físico para com a Universidade ocasionando possíveis conflitos emocionais.

Outrossim, o processo de incipiência social, perante a forma de escolha da área que se deseja se profissionalizar pode ser explicada através dos estudos da filósofa Hannah Arendt que diz, onde através de um processo de massificação, as pessoas estão perdendo a capacidade de julgar o que é certo e o que é errado. Nesse viés, nota-se que a influência familiar na vida dos Estudantes, em muitos casos forçam para que a área escolhida seja de alto nível econômico e assim a frustração com o meio é gradativa, fazendo com que se perca o senso crítico, como na alegoria da caverna de Platão.

Diante dos fatos supracitados, fica claro, portanto que, existem entravés que influência para a eversão estudantil no meio acadêmico superior. Contudo, é necessário que a sociedade busque formas diversificadas para escolher uma área apta a suas necessidades, para que isso ocorra a Escola em parceria com a família precisa estabelecer vínculos educativos desde o ensino fundamental ao médio, através de palestras e conversas com psicólogos, para evitar frustrações futuras emocionais e transtornos familiares. Ademais, as Universidades e órgãos governamentais como o Conselho Nacional de Educação (CNE), deve designar maiores recursos financeiros através de bolsas acadêmicas que possibilitem a frequência do graduente em sala, além de estipular melhorias para o meio profissional como projetos de ingresso ao mercado de trabalho, afim de estimular a conclusão dos cursos. Dessa forma, pode-se-á assim ver que a dúvida fará com que as dificuldades existentes no ensino superior sejam superadas como sugeriu Platão.