Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 29/10/2019

“No meio do caminho tinha uma pedra.” Esse trecho do poema de Drummond, reflete a situação que muitos jovens enfrentam ao ingressar no ensino superior, pois alguns não têm condições em arcar com as despesas da mensalidade e optam por desistir do curso, no entanto, existem casos em que os estudantes são prejudicados pela má educação do ensino público e assim enfrentam problemas na universidade. Tal contexto remete à urgente necessidade de contornar a saída de alunos da educação superior por problemas financeiros e melhorar o ensino básico.

É fundamental enfatizar, inicialmente, que o crescente aumento do desemprego contribui para a saída dos estudantes das faculdades. Isso fica notório ao perceber que muitos jovens não têm como pagar seu ensino sem trabalhar, como demonstra a matéria do site Educação Integral, que informa que 32,2% conciliam os estudos com o trabalho para poderem pagar a faculdade. Dessa forma, com a falta de emprego os estudantes não conseguem ter uma renda para arcar com os estudos e então escolhem abandonar o ensino, prejudicando assim seu futuro.

Outrossim, seria ingênuo não observar que cada vez mais os alunos têm tido bastante dificuldade nas matérias universitárias pela falta de base em assuntos fundamentais. Lamentavelmente, tal fato ocorre porque o Brasil apresenta taxas bastantes alarmantes em relação ao ensino básico, muitos alunos saem do colégio sem ter aprendido o necessário para ingressar na universidade. Prova disso é que, de acordo com o site G1, “7 de cada 10 alunos do ensino médio têm nível insuficiente em português e matemática”. Tal realidade preocupa, pois, isso influencia diretamente na decisão dos alunos em desistir da faculdade.

Evidencia-se, portanto, a necessidade de um planejamento do Estado para reduzir a taxa de evasão universitária. Nesse sentido, é fundamental que o Ministério da Educação em parceria com os Governos Estaduais ofereçam isenção fiscal para empresas que contratarem estudantes nos primeiros períodos da faculdade, para que assim os jovens tenham renda para pagar a universidade. Ademais, o Ministério da Educação deve investir na educação pública nos colégios que apresentam as menores médias estudantis, para que assim os alunos terminem os estudos com a base educacional necessária para o mercado de trabalho. Assim, os jovens terão maneiras de arcar com suas despesas estudantis e ainda terão a carga de conhecimento necessária para concluir a faculdade.