Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 31/10/2019

Segundo o filósofo Rousseau, tudo que não se têm ao nascer, contudo é pertinente na vida adulta é proporcionado pela educação. Visto isso, é possível mencionar que a educação torna-se fulcral para a promoção do indivíduo não só no ramo laboral, mas também no que diz respeito a sua formação como cidadão. Entretanto, hodiernamente houve a ascensão dos índices de evasão universitária no Brasil. Dessa forma, faz-se pertinente salientar que a difícil conciliação entre estudar e trabalhar, bem como a falta de apoio financeiro corroboram para a manutenção do empecilho.

Em primeiro lugar, a dificuldade em estudar e trabalhar paralelamente aumenta à problemática vigente. Como explica à pesquisadora Dayane Brito, Universidade Federal do Recôncavo Baiano, a contrariedade no acompanhamento dos estudos e a financeira são algumas razões que resultam na evasão. Nesse contexto, muitos jovens se sentem cansados seja mentalmente ou fisicamente, diante disso, necessitam escolher entre concluir o curso ou prosseguir no ramo laboral, nesse viés, os mesmos optam por trabalhar, isso porque do contrário não haverá saldo para manter-se bem financeiramente. Em suma, torna-se imprescindível atenuar o problema no corpo social contemporâneo.

Outrossim, as despesas no que tange os deslocamentos diários aos campus e as alimentações funcionam como fatores determinantes para a evasão universitária. De acordo com a pesquisa do Instituto Lobo, realizada em 2016, a taxa de evasão universitária chega a 24% dos cursos presenciais das instituições públicas. Isso devido aos gastos dos deslocamentos de determinados alunos que residem distantes dos polos. Além disso, os índices de desemprego chegaram a 12% da população no segundo semestre do ano, assim, ao não haver pessoas que auxiliem os jovens nos deslocamentos aos polos, torna-se inviável continuar o curso. Logo, faz-se patente verbas que contribuam para a permanência desse contingente nas universidades.

Portanto, ponderadas as razões que culminam na ascensão dos índices de evasão universitária no país. Cabe ao Estado em parceria com universidades mitigar à problemática. Para tanto, não só deve haver à flexibilização dos horários nas instituições, que deixem os indivíduos confortáveis para estudar e trabalhar sem grandes problemas, mas também uma distribuição de verbas que induzam os jovens a permanecer nos cursos, ajudando-os financeiramente nos deslocamentos. Posto isso, será plausível minimizar as estatísticas da evasão universitária, além de diminuir também as pessoas sem curso superior, assim, almejando à rentabilidade dessas ações, pois no futuro essas pessoas se tornaram mãos de obras qualificadas. Dessa forma, como citou Rousseau, o ser humano possa ser regido pela educação.