Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 01/11/2019

A vinda da corte portuguesa para o Brasil, no século XIX, possibilitou diversas inovações para o Império, entre elas, a criação de universidades. Infelizmente, tal conquista é pouco aproveitada na atualidade: o Brasil depara-se com desafios para diminuir os índices de evasão universitária, visto que há falhas nos âmbitos educacional e econômico do país.

Primeiramente, é factível que a deficiência do ensino básico constitui um dos problemas. Nesse sentido, a Constituição Brasileira de 1988 garante o direito de educação qualificada. Entretanto, muitos acadêmicos encontram dificuldades em acompanhar a complexidade intelectual de seu curso superior, devido, sobretudo, à precariedade da formação primária. Dessa forma, visto que “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”, conforme a filosofia Kantiana, para evitar a evasão universitária, é imprescindível  o aprimoramento dos Ensinos Fundamental e Médio.

Paralelamente, considera-se que a condição socioeconômica dos estudantes contribui para o desafio. Nessa perspectiva, Aristóteles afirma que “todo homem possui, por natureza, o desejo de conhecer”. Contudo, é evidente que a necessidade de conciliar os estudos com o trabalho é comum entre os universitários. Diante disso, apesar do desejo natural  pelo conhecimento, é plausível que haja priorização do salário em detrimento da formação acadêmica. Assim, à vista dessa condição financeira, os índices brasileiros tornam-se significativos: cerca de 3 milhões de alunos desistem do ensino superior a cada ano, conforme dados do Inep.

Destarte, o Brasil evidencia desafios para diminuir a evasão universitária. Para combater o problema, é válido que o Estado viabilize a qualificação educacional do ensino primário, assim como regule a condição econômica dos universitários. Isso pode ser feito através de atividades recreativas que estimulem a fixação do conteúdo didático nas escolas, além da criação de fundos de garantia financeira aos acadêmicos, a fim de que os alunos estejam aptos a cursar o ensino superior. Assim, os benefícios da vinda da corte real ao Brasil serão, agora, bem aproveitados.