Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 31/10/2019
A tradição teórica criada por Descartes, mais tarde entendida como " Modernidade", intercorre após os séculos medievais. Atualmente, esse período moderno perscrute em enormes repercussões socioculturais: heteronomia individual e falta de tempo coletivo. Logo, a busca por um entendimento a respeito da evasão universitária, sujeita-se a possíveis equívocos superestimados, sendo isso, majoritariamente, sombras de razões indiretas. Esse fenômeno compete, diretamente, com a pouca capacidade de organização que o Estado tem em encarar problemas sociofilosóficos da fase vigente.
Antes de tudo, é necessário entender o seguinte raciocínio proposto por Ricardo Paes, economista-chefe do instituto Ayrton Senna: “para o governo é mais fácil prevenir que remediar”. Dessa forma, é evidente que há maior atenção no efeito evasivo, que na causa. O motivo do problema é mais exógeno que particular, e denomina-se como “heteronomia”, termo criado por Kant. Esse conceito, hoje aplica-se facilmente em sujeitos que, por sua definição, minimizam-se em suas individualidades desde cedo, o que adiante, o transforma em um adulto com muitos deveres, porém, poucas responsabilidades. No condado de Miami (EUA), por exemplo, uma reforma educacional que aplicou o “ensino híbrido” na luta à evasão, caracterizado por uma mistura de ensino presencial e online, de 2008 até 2012, teve sucesso com a redução de 76% de desistência anual, segundo o site Geekie.
No sentido coletivo, parte da escápula universitária, em sua maioria, é fruto de uma manifestação modernista. Bill Gates, dono da Microsoft, disse em uma de suas palestras que “O mundo tem, cada vez mais, buscado soluções otimizadores na tecnologia”. Portanto, o número de desistentes, em muito dos casos, não é veementemente subtraídos aos que migram de modalidade de ensino, visto que, há uma demanda de qualificação enorme para brasileiros com pouco tempo e oportunidade. Prontamente, muitos estudantes a fim de evitar problemas de mobilidade urbana ou perder oportunidades de emprego, intuitivamente escolhem formas alternativas de formação. No sul do Brasil, A Uniasselvi se destacou ao adaptar-se ao fato, lucrando com diversos cursos no modelo híbrido.
Por conseguinte, é incontestável a necessidade de uma série de medidas estaduais para conter a propensão contemporânea. Para cercear o desafio ao nível individual, o Ministério de Educação deve criar uma plataforma mais atenciosa às personalidades dos alunos, por meio de tecnologias intuitivas e modernas, assim, estará garantindo um atenção individual, integral e funcional . Também, cabe ao Instituto Nacional de Estudo e Pesquisa (Inep), esclarecer os fenômenos implícitos que justificam o êxodo universitário, propondo uma seleção que restringe os infrequentes casos e despotencializando-os ao nível coletivo. Dessa forma, pode-se garantir a equidade aos efeitos da modernidade em questão.