Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 31/10/2019
A primeira lei de Newton, a lei da Inércia, afirma que um corpo permanece em sua trajetória até que uma força suficiente atue sobre ele, resultando em seu repouso. Similarmente, a evasão universitária é um problema que persiste na sociedade brasileira há algum tempo. Com isso, ao invés de funcionar como uma força capaz de mudar o percurso desta adversidade, fatores financeiros e políticos acabam por contribuir com a situação atual.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a pobreza é um fator determinante para a persistência da problemática em questão, tendo em vista que o Brasil é um pais com grande extensão territorial, as universidades públicas são mal distribuídas no território. Assim sendo, a maior parte, é em cidades e estados com elevado índice de desenvolvimento. Nesse sentido, diversas pessoas pela necessidade da ascensão social, procuram adquirir o ensino superior recorrendo a uma migração regional. Logo, a incapacidade de viver bem pelos altos custos de vida em determinadas cidades, tange a desistência do aluno, aumentando a evasão universitária no Brasil.
Consequentemente, é possível salientar os investimentos governamentais na educação como um fator insuficiente para conter a persistência do problema atual, haja vista à alta quantidade de alunos ingressando na faculdade e, poucos conseguem auxílios. Prova disso, é a necessidade de se passar em um regulamento em diversas faculdades federais, onde há um processo seletivo em que o indivíduo possui grandes chances de não conseguir. Assim, é inadmissível a falta de ajuda por parte do governo,pois cidadão paga seus impostos hodiernamente e é motivado a se retirar da faculdade por dificuldades financeiras.
Portanto, é necessário providências para alterar o percurso do quadro atual. A fim de diminuir os índices de evasão universitária, urge que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, um maior número de faculdades públicas gratuitas a partir da Educação a Distancia (EaD), para que o indivíduo possa conseguir ter um curso superior, sem abrir mão de sua qualidade de vida. Além disso, cabe ao MEC aumentar, a partir de verbas, investimentos com cunho social, garantindo uma melhor qualidade de vida para todos os universitários com baixa renda, objetivando a sua formação completa, garantindo seu futuro e, ademais, a boa economia do pais futuramente. Somente assim, a partir destas ações, os impasses relacionados ao evasão universitária, irão funcionar paralelamente a lei proposta por Newton, agindo como uma força suficiente capaz de levar tal problemática da persistência, para a extinção.