Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 31/10/2019
A Constituição Federal de 1988, tem como um de seus pilares o direito à educação, tendo em vista a importância dessa concessão para o desenvolvimento intelectual de qualquer indivíduo.Nesse sentido, uma vez que, na contemporaneidade, a evasão universitária é uma realidade no Brasil, o Estado falha em oferecer condições para resolver esse problema.Dessa forma, o impasse está diretamente ligado à falta de apoio aos estudantes e a existência de um modelo de ensino estagnado.
Em primeira análise, é indubitável o papel da ausência de um suporte aos universitários na perpetuação desse problema.Segundo dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, cerca de 58% dos estudantes ligados ao programa federal de financiamento estudantil estão inadimplentes, sendo esse um dos maiores problemas enfrentados pelos alunos.Sob tal ótica, pode-se afirmar que uma ideal formação dos cidadãos não é uma prioridade do Estado brasileiro, tendo em vista o alto número de estudantes com problemas financeiros, potencializando as taxas de evasão.
Em segunda analise, é valido salientar a existência de um modelo de ensino estagnado em algumas universidades.Segundo o pedagogo Paulo Freire, esse modelo de ensino é definido como ‘’educação bancária’’, caracterizado por uma forma de transmissão de conteúdos mecânica e arbitrária, onde os alunos não são o centro da aprendizagem.Seguindo essa linha de pensamento, pode-se constatar que grande parte dos jovens, ao se depararem com essa realidade, não enxergam interesse em continuar em uma instituição de ensino formal, aumentando a evasão universitária.
Portanto, é fundamental que o Estado tome providências para superar essa problemática.Para tanto, urge que o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, promova uma ajuda financeira aos estudantes, reduzindo taxas de juros de financiamentos e promovendo uma maior tranquilidade financeira aos alunos, com o objetivo de mitigar as evasões.Paralelamente, as instituições de ensino superior, por meio de assembleias estudantis e reuniões, deveriam propor uma reforma no sistema de ensino, colocando o estudante como o centro da aprendizagem, com a finalidade de aumentar o seu interesse pelo estudo formal, aumentando as taxas de permanência na instituição.Só assim, um dos pilares da Carta Magna de 1988, o direito à educação, sera cumprido de forma eficiente, contribuindo para uma sociedade mais justa para todos.