Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 01/11/2019
Após a Segunda Guerra mundial, na segunda metade do século XX, o mundo presenciou um grande avanço na área da educação que, aliados a criação das universidades, promoveu um aumento na escolaridade da população. No entanto, no cenário atual, observa-se que os índices de evasão universitárias têm crescido no Brasil. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema em virtude da pressão social e da falta de flexibilização nos cursos.
Primeiramente, é notório ressaltar que a mentalidade coletiva, é um dos fatores contribuintes para a existência do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de se pensar. Partindo desse pressuposto, é evidente que a evasão nas universidades está fortemente ligado ao pensamento coletivo, uma vez que, os indivíduos se sentem pressionados socialmente a cursar o ensino superior, o que aumenta a probabilidade de escolhas não compatíveis com os mesmos. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a adoção do comportamento social contribui para a perpetuação desse quadro danoso.
Outrossim, o aumento a fuga dos alunos para com as instituições de ensino superior deriva, ainda, da baixa atuação dos setores governamentais no âmbito educacional. Segundo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no país. Devida à falta de atuação das autoridades, estudantes que precisam trabalhar, não conseguem conciliar a dupla rotina, principalmente nas universidades públicas, o que representa 15% dos índices, conforme o jornal BBC. Logo, faz-se necessário a reformulação da postura do estatal de forma urgente.
Destarte, a fim de mitigar o problema, é preciso a mobilização de todo o corpo social. Nesse sentido, cabe à mídia, como as redes de canais abertas, através de parcerias com o Ministério da Educação, promover campanhas nas telenovelas que quebre com a pressão social existente, para que o indivíduo possa fazer sua escolhas de livre vontade. Da mesma forma, cabe as três poderes juntamente ao INEP ( Instituto Nacional de Estudo e Pesquisas Educacionais ) a promoção de uma formação mais flexível, na grade curricular, com o intuito de possibilitar a dupla jornada de trabalho e estudo, sem prejudicar sua formação. Dessa maneira, será possível abrandar as taxas de evasão nas universidades e garantir o direito de todos à formação.