Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 01/11/2019

Segundo o conceito de “Banalidade do Mal”, da filósofa alemã Hannah Arendt, o mal torna-se algo banal quando é admitido pela sociedade acima da razão e de seus valores éticos. Nessa perspectiva, ao se analisar a questão da evasão universitária, percebe-se que o pensamento de Hannah está intrinsecamente ligado aos problemas do século XXI. Esse cenário antagônico é fruto tanto da faltas de políticas eficientes, quanto do descaso com inclusão social. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de romper com a banalização dos vícios sociais.

Antes de tudo, é fulcral pontuar que a evasão universitária deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Entretanto, isso não ocorre no Brasil, devido à falta de ação das autoridades, na estruturação de sistema básico de ensino, que garanta uma bagagem de estudos suficiente, para que o aluno possa chegar na faculdade sem dificuldades nas matérias fundamentais e, em consequência, não abandone o curso por baixo rendimento na matérias. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal.

Ademais, é imperativo ressaltar a falta de mecanismos de inclusão social nas faculdades como impulsionadora do problema. De acordo com uma pesquisa publicada no portal de notícias G1, cerca de 33% dos deficientes físicos abandonam à faculdade. Com base nisso, percebe-se que o sistema de inclusão social não é tão eficiente nas faculdades, pois faltam professores, por exemplo, os de libras - segunda língua oficial do Brasil-, que atuem em todas as turmas e faça, a inclusão desses alunos, permitindo com que tenham tratamentos igualitários. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a não observância desse fator contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Portanto, é possível defender que medidas políticas e econômicas constituem desafios a se superar. Dessarte, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital, que por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em recursos para melhoria do sistema de ensino nas escolas, por meio da criação de laboratórios e um portal online que terá as aulas em vídeo, com intuito de fazer com que o aluno possa tirar dúvidas a qualquer momento. Aliado a isso, faz-se necessário a contratação de professores e colaboradores nas faculdades, que tenham experiência com deficientes, para realizarem a integração desses alunos -Pode ser feito ainda, uma pesquisa de satisfação com os alunos para garantir a qualidade no ensino e a permanência do aluno- Desse modo, atenuar-se-á o impacto nocivo do abandono universitário e a coletividade contornará a Banalidade do Mal proposta por Arendt.