Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 07/11/2019
Em diversas regiões do Brasil, milhares de crianças sofrem constantemente com as famosas escolas de lata. Tal termo foi designado ao ambiente escolar construído inteiramente a partir de materiais metálicos. Essa precária estrutura é um dos diversos motivos de evasão escolar. Semelhantemente, essa situação está presente na vida de alunos que deixam de ir à universidade, seja pela precária estrutura do ambiente estudantil, seja pela situação econômica dos estudantes. Logo, é fundamental medidas para reduzir essa saída de estudantes das instituições de ensino.
Em princípio, o acesso ao ambiente universitário, principalmente por pessoas com necessidades especiais, é um desafio, pois a infraestrutura inadequada impossibilita esses alunos deficientes, como cadeirantes, a chegar até a sala de aula. Dessa forma, observa-se o descaso com a eficácia de normas brasileiras para garantir a permanência desses alunos em locais adaptados às deficiências, seja visual, física ou auditiva. Para explicar isso, o sociólogo Émile Durkheim afirma que, por meio da anomia social, há uma ausência jurídica e política para garantir a eficiência das leis que está intrinsecamente vinculada às mazelas sociais. Destarte, sempre que houver problemas sociais, haverá, de alguma forma, a inexistência de legitimação do direito do cidadão, visto pelos números da fuga de alunos deficientes do local estudantil, assim como a saída de crianças das escolas de lata.
Ademais, em plena crise econômica, muitos alunos não conseguem conciliar o trabalho com a vida acadêmica, assim, permanecem alienados ao sistema laboral. Desso modo, segundo o sociólogo Karl Marx, a alienação no ambiente de emprego, modifica o modo de vida, as ideologias e a produção das empresas. Ou seja, o trabalhador persuadido pelas ideologias capitalistas aumentam as perspectivas econômicas dos empreendimentos, tornando-se refém do sistema consumidor. Em suma, para sustentar esse modelo econômico e as necessidades básicas, universitários são facilmente manipulados e optam por abandonar o ensino.
Portanto, para reduzir a evasão de alunos das universidades, é necessário, primeiramente, aplicar as leis de modo adequado. Para isso ocorrer, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve incentivar, por meio de campanhas e de palestras, a fiscalização e denúncia de atos ilícitos contra o direito dos cidadãos e irregularidades na infraestruturadas das universidades, para, então, garantir justiça ao povo. Assim, as pessoas terão confiança para exercer seus direitos na comunidade. Além disso, o Ministério da Educação deve, por meio de aulas nos cursos, ensinar a desconstruir ideias manipuladoras, para que não fiquem a mercê da exploração trabalhista e da fuga do ensino superior. Logo, os universitários, assim como as crianças, terão uma vida acadêmica digna e um futuro melhor.