Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 12/11/2019
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a evasão de estudantes universitários no Brasil, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de suporte financeiro ao estudante brasileiro, quanto da incerteza na hora desse escolher o curso. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a não conclusão de cursos superiores deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, o discente de baixa renda se vê obrigado a deixar os estudos com o intuito de trabalhar para própria sobrevivência, tornando-se árdua a missão de completar o curso iniciado. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a falta de acompanhamento especializado ao jovem nos anos finais do ensino médio como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, o jovem é instruído a procurar cursos que estão em alta no mercado, não levando em conta a vocação e a vontade própria do estudante. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o curso escolhido equivocadamente, não despertará interesse no lecionado, tal presunção contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a evasão de cursos universitários, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em apoio psicológico e vocacional aos concluintes do ensino médio, através de aulas e seminários ministrados por psicólogos e assistentes sociais. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da interrupção prematura de cursos superiores, e a coletividade alcançará a Utopia de More.