Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 07/01/2020
É inegável o considerável aumento no número de matrículas nas universidades brasileiras, seja ela pública ou privada. Em contrapartida, os índices de evasão universitária também aumentaram consideravelmente. Isso se deve, principalmente, à dificuldade financeira dos alunos em arcar com as despesas, seja da mensalidade em caso de ensino privado, ou mesmo com as despesas básicas. Ademais, a pressão social imposta a alguns jovens recém formados no ensino médio contribui para o aumento desse índice, pois ingressam na universidade sem a certeza da área que pretende atuar. Tais desafios devem ser combatidos, buscando diminuir ao máximo esse índice de evasão.
Em um primeiro plano, observa-se a dificuldade de parte dos universitários em concluir seu ensino superior devido à dificuldade financeira. Uma parcela desses estudantes necessitam conciliar seus estudos ao trabalho para arcar com o pagamento da mensalidade ou despesas básicas durante esse período, por não possuírem auxílio externo. Fato que leva o mesmo à desistência ou interrupção do curso.
Outrossim, é considerável o número de desistências devido à insatisfação com o curso escolhido. Isso se deve, na maior parte dos casos, entre jovens recém formados no ensino médio, que sentem a obrigação de ingressar no ensino superior imediatamente sem ao menos ter a certeza da área de atuação que pretende inserir-se. A escolha do curso deve ser pensada e tomada com cautela pelo indivíduo, não deve ser feita por pressão ou influência exacerbada de terceiros.
Levando em consideração esses aspectos, é necessário medidas para mitigar essa problemática. É primordial que o Governo Federal aumente as verbas destinadas às universidades públicas, com o intuito de expandir programas sociais, para auxílio à estudantes de baixa renda. No âmbito particular, medidas também devem ser aplicadas, cabe ao setor financeiro da instituição atuar de forma a facilitar o financiamento de débitos estudantis e ao setor de bolsas a criação/expansão de monitorias e iniciações científicas remuneradas a alunos com maiores dificuldades financeiras. Em adição, é de suma importância nas escolas de ensino médio o auxílio psicológico aos alunos, fazendo com que os mesmo ingressem no ensino superior em cursos de vontade própria, atenuando a pressão social imposta a eles. Dessa forma será possível reduzir os índices de evasão universitária e alavancar o desenvolvimento do Brasil, como já foi dito pelo educador e filósofo Paulo Freire: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”.