Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 18/02/2020
Nos últimos 10 anos o número de matriculas no ensino superior aumentou consideravelmente no Brasil, porém o número de abandono dos cursos também atingiu um nível alarmante. Neste contexto, a análise de fatores como crise econômica enfrentada pelo país, altos custos da vida acadêmica e insuficiência de programas que apõem financeiramente o aluno podem explicar esse problema. Logo, a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil dever ser pauta do Ministério da Educação (MEC), de forma a reduzi-lo a níveis aceitáveis. É salutar abordar, a princípio, que o Brasil enfrenta uma crise econômica e que o desemprego atinge mais de 11% da população brasileira, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Deste modo, é inevitável que grande parte dos universitários esteja fadada a não inserção no mercado de trabalho, fato que gera uma descrença na busca pela qualificação profissional e acarreta muitas vezes na evasão universitária. Assim, é de suma importância que haja prévia realização de estudos capazes de identificar o potencial de absorção da mão-de-obra oriunda da universidade em uma região antes da implantação de determinado curso, de forma ampliar a perspectiva de emprego e estimular a conclusão do curso superior. Além disso, os altos custos da vida acadêmica associados à insuficiência de meios que apõem o acadêmico financeiramente favorecem ao aumento da evasão universitária no Brasil. Desta forma, é notório que os preços cobrados nas mensalidades nas instituições privadas são altíssimos e muitos vezes incompatíveis com a realidade financeira dos discentes. Bem como, tanto no sistema de ensino privado ou público a disponibilidade de meios que possibilitem a geração de renda por parte do aluno se mostra insuficiente. Nesta lógica, é imprescindível que a instituição permita que o graduando possa buscar dentro da universidade alternativas para arcar com seus compromissos financeiros. É imperioso, portanto, que os desafios para redução dos índices de evasão universitária no Brasil sejam abordados com seriedade pelo Governo Federal. Para tanto, o MEC deve realizar a distribuição geográfica dos cursos com base em estudos que analisem a capacidade da região de incluir os profissionais oriundos da instituição de ensino no mercado de trabalho local, bem como condicionar essa autorização à existência de parcerias da universidade com empresas que possam fornecer estágios e vagas efetivas de empregos para os recém-formados. Ademais, o MEC deve exigir das instituições de ensino superior que disponibilizem aos acadêmicos mais carentes a possibilidade de realizarem projetos de pesquisas e extensão, com o intuito de fomentar o desenvolvimento científico e proporcioná-los a possibilidade de arcarem com os custos da vida acadêmica mediante o pagamento de bolsas ou até mesmo descontos nas mensalidades.