Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 08/04/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direitos básicos, tais como: educação e bem-estar social. No entanto, o Brasil se afasta dessa realidade ao analisar-se o alto índice de evasão universitária no país, no qual tem a ineficiência da assistência social do Estado, em consonância com a crise econômica no país, como os principais pilares desse conflito. Nesse sentido, subterfúgios devem ser encontrados para a resolução dessa inercial problemática.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a falta de uma ampla assistência social é a grande potencializadora desse impasse. Nessa linha de pensamento, o sociólogo Émile Durkheim, em sua análise da população pós Revolução Industrial, menciona que a ausência das ações estatais fragiliza as classes sociais mais baixas, favorecendo uma desigualdade em todas as esferas sociais. Dessa forma, sem ajuda do Estado, o estudante da Universidade opta pela evasão do curso, visto que não consegue se manter nele com seus devidos direitos.

Paralelamente a esse cenário, surge a alta taxa de desempregados no país como impulsionador desse problema. Desse modo, o site “O Globo” divulgou uma pesquisa realizadas pelos alunos da Universidade Federal de Fluminense, na qual informa que cerca de 72% dos universitários do Rio de Janeiro se preocupam com a eventual possibilidade de ficar desempregado após terminar o curso. Sob essa análise, denota-se que a crise reflete no abandono das universidades, uma vez que surgem trabalhos informais para suprir as necessidades econômicas do indivíduo, sendo esse problema, produto de uma negligência por parte do Estado.

Fica evidente, portanto, que a evasão universitária é ocasionada por fatores sociais e econômicos. Desse modo, o Ministério da Educação (MEC) - principal responsável pelas políticas públicas do ensino no país - deve, por meio de um maior direcionamento de verbas para a educação, ampliar os auxílios de transporte e alimentação, com a finalidade de ajudar o estudante a se manter nos estudos de maneira que proteja sua integridade social. Por outro lado, a mídia deve divulgar, por intermédio das redes sociais, a importância da conclusão do ensino superior para conseguir um emprego, a fim de acabar com a insegurança de uma possível desempregabilidade. Somente assim, com essas medidas, a sociedade poderá gozar dos direitos promulgados em 1948.