Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 10/02/2020

Gilberto Dimenstein, em “O Cidadão de Papel”, afirma que a cidadania brasileira está apenas na constituição, ao passo que, na prática, ela não se consolida. Nesse contexto, isso ocorre no tocante à educação, pois a inoperância governamental ao sucatear o ensino público e, consequentemente, solidificar as desigualdades sociais, favorece a evasão universitária, configurando lacunas na asseguração desse direito. Enfim, medidas de combate a essa problemática são necessárias.

Diante desse cenário, cabe elucidar que a insuficiência estatal está atrelada à falta de boa aplicação de fundos financeiros na educação. Nesse sentido, tal fato é responsável pela má qualidade do ensino fundamental, o que leva ao déficit de conhecimento básico no ensino superior e desestimula os estudantes a continuarem no curso. Ademais, em Abril de 2019 foi realizado um contingenciamento de 30% nas universidades consoante o Governo Federal, o que torna ainda mais difícil a permanência dos alunos nessas instituições. Desse modo, o Estado se caracteriza ineficaz nas gestão de recursos e facilita a evasão dos universitários.

Em função disso, menos pessoas se formam e a crise socioeconômica aumenta as desigualdades sociais. Nessa perspectiva, os indivíduos de classes mais baixas são os mais prejudicados no acesso ao ensino superior. Isso fica claro porque, além das rugosidades supracitadas, eles geralmente enfrentam dupla jornada - estudo e trabalho - ou inadimplência em faculdades privadas. Dessa forma, é nítido que a evasão universitária tem raízes socioeconômicas.

Portanto, observa-se que a conjuntura de descaso governamental e seu sintoma socioeconômico são desafios para o combate da evasão universitária. Por conseguinte, é imperioso que o Ministério da Educação atue na valorização da educação pública, por meio do investimento no ensino básico, para que não existam dificuldades de aprendizado no ensino superior e o estudantes consigam concluir o curso. Assim, haveria menos evasão universitária e defasagens sociais, e mais garantia da educação.