Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 14/02/2020

As atitudes do governo para a democratização do acesso às universidades resultou na normalidade de estudantes universitários, além da abertura de diversas faculdades no país, possibilitando mais vagas. Nessa realidade, tornou-se normal ingressar na graduação, mas não terminá-la. Desse modo, a evasão universitária é um empecilho na educação brasileira, que necessita de análise sobre seus motivos, os quais incluem custo e necessidade de mudanças na proposta de ensino.

A priori, o custo de um curso superior em faculdades particulares é, no mínimo, trezentos reais na modalidade ensino à distância (EAD), como o próprio site do QUEROBOLSA exibe, valor elevado comparado ao salário mínimo, que está abaixo dos mil reais. Apesar do governo demonstrar interesse na democratização da educação, incluindo bolsas e financiamentos, como o PROUNI e o FIES, não há vagas para todos e é difícil manter um aluno em um curso que precisa de um terço do seu salário por, no mínimo, dois anos, e sem um incremento substancial no currículo. Nesse aspecto, institui-se que o custo elevado dos estudos é uma das causas da evasão universitária brasileira.

Simultaneamente, não é novidade a necessidade de mudanças nos métodos de ensino nas graduações. Desde a presença obrigatória em sala, com aulas pouco interativas, até as atitudes passivas na relação de ensino, o que gera dúvidas quanto ao investimento na educação formal, que é reafirmado ao observar grandes gênio da humanidade, como Steve Jobs e Albert Einstein, sendo que o primeiro atingiu o auge da carreira e da empresa Apple sem formação, e o segundo ser conhecido por ser péssimos aluno, mas que revolucionou física com a Teoria da Relatividade. Enquanto algumas instituições decidem inovar, de forma tímida, com matérias no método PBL (aprendizagem baseada em problemas), as universidades americanas já reformularam as grades curriculares e não tornam obrigatórias a presença em todas as aulas, evidenciando que o professor deve ser uma ferramenta de ensino, não uma via exclusiva dele. Dessa forma, conclui-se que a forma atual de educação seja uma das causas da evasão universitária, por não proporcionar garantia de uma diferença na jornada profissional, além de custar caro.

Portanto, uma intervenção faz-se necessária, em que o Ministério da Educação (MEC), implemente uma reforma no método de ensino na graduação país, por meio de discussões com especialistas de educação, para que a evasão universitária diminua. A reforma deve envolver o método PBL, o que fará com que os alunos sintam que o curso está fazendo a diferença para a vida profissional, o que os permitirá relevar o custo, além de proporcionar uma experiência melhor na sala de aula, retirando o estigma de gênios não formados como Steve Jobs.