Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 08/03/2020
Por causa das exigências do mercado de trabalho, a busca por qualificação profissional cresceu significativamente no Brasil nos últimos anos. Dessa forma, a necessidade de especialização contribuiu para o aumento das matrículas nas instituições de ensino superior. No entanto, os índices de evasão universitária no país tem grandes proporções e é um desafio a ser enfrentado: se por um lado depara-se com um ensino público básico defasado; por outro, encontra-se a dificuldade no custeio de uma universidade privada. Portanto, há que se avançar quanto a esse assunto.
A princípio, de acordo com o INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas - três milhões de estudantes, a cada ano, não chegam a concluir o ensino superior. O número se revela significativo e o descaso com a educação básica do país é um dos elementos que contribuem para tal quadro. Com a falta de estrutura, profissionais qualificados e programação escolar objetiva e eficiente, muitas escolas públicas tem formado alunos com defasagem no ensino básico. E ao chegarem na fase acadêmica, parte desses alunos acabam não tendo embasamento, estrutura, para se desenvolverem e progredirem nas novas matérias. Sendo assim, acabam sendo desestimulados e interrompendo o curso pelo meio do caminho.
Além disso, outro fator responsável pela evasão no ensino superior é a dificuldade em continuar pagando as mensalidades da instituição de ensino. As famílias ou os próprios estudantes nem sempre conseguem custear as parcelas mensais somadas a alimentação, transporte e material escolar. Segundo o educador Paulo Freire “a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”, logo, é mais que necessário uma atenção especial para tal situação. Dessa forma, se o quadro não muda, o resultado não só implica em uma desistência por parte do estudante, como também na perda de toda uma potência intelectual, econômica e social que retornaria do aluno após todo um período acadêmico.
Por consequência dos fatos citados acima, medidas são urgentemente necessárias. O Governo junto as escolas públicas - por meio de projetos e investimentos financeiros - poderia de fato levar a educação básica à sério e investir em uma formação de qualidade, bem preparada e de possível acesso à todos. E que as faculdades particulares junto a algumas instituições financeiras - através de parcerias - aumente a linha de crédito para o financiamento estudantil no ensino superior.
Paralelamente, que os membros do judiciário - por intermédio de seus poderes - apliquem de forma “verdadeiramente efetiva” aqueles que desfalcarem recursos direcionados à educação. Deste modo, quem sabe assim, seja possível vencer os desafios e combater a evasão universitária.