Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 17/03/2020
De acordo com Paulo Freire, filósofo e escritor brasileiro, a educação é um instrumento imprescindível para transformação da sociedade. No entanto, no Brasil, não observa-se essa mudança, devido ao aumento dos índices de evasão universitária. Diante disso, a insuficiência de verbas e as desigualdades socioeconômicas contribuem para a persistência dessa problemática.
Em primeiro plano, é imperioso destacar que a escassez de recursos destinados às graduações emerge como um dos fatores que corroboram para o agravamento dessa questão. Em seu livro “O cidadão de papel”, Gilberto Dimenstein destaca que, em muitos casos, os direitos dos indivíduos assegurados na Legislação não são aplicados na prática. Desse modo, nota-se que as universidades carecem de auxílio financeiro para manter a frequência de seus estudantes, comprovando o exposto por Dimenstein.
Ademais, vale ressaltar que a disparidade socioeconômica é um dos motivadores da evasão universitária. Segundo dados do Ministério da Educação, 54% dos bolsistas que abandonaram os estudos nas universidades particulares são pretos e pardos. Tal realidade tem sua origem no racismo enraizado, uma vez que grande parte dessa parcela não possui o mesmo poder aquisitivo que os brancos. Tendo isso em vista, a evasão desse grupo pode ser justificada por sua dificuldade econômica, o que leva o indivíduo a trocar as aulas pelo trabalho remunerado para garantir a sua sobrevivência.
Logo, é mister a adoção de medidas a fim de minimizar o número de evasão nas universidades brasileiras. Para tanto, cabe ao Poder Executivo investir, por meio de recursos financeiros e parcerias com empresas privadas, nas graduações públicas e particulares, ofertando assistência às pessoas de baixa renda - mediante benefícios mensais. Assim, o acesso à educação se tornará universal e, consequentemente, a sociedade desfrutará de seus benefícios, conforme afirmou Paulo Freire.