Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 01/04/2020
O artigo 3 da Constituição Federal de 1988 estabelece que é dever do Estado garantir o desenvolvimento da nação brasileira, construindo uma sociedade justa e solidária. Nesse sentido, a educação é um meio de alcançar essa responsabilidade da Constituição, todavia, com a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil, fica impossível desse cenário se concretizar. Sendo assim, tal problema se origina da desigualdade social e da inação do Estado. À vista disso, subterfúgios devem ser encontrados, a fim de que essa problemática seja sanada.
Em primeira instância, a desigualdade social é uma das principais causas para os grandes índices de evasão universitária. Nesse contexto, segundo pesquisas divulgadas pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo, ficando atrás apenas de nações africanas. Nesse viés, fica notória que esse problema socioeconômico permeia toda a sociedade, de modo que os estudantes das universidades se veem em um grande dilema: estudar ou trabalhar para o sustento de sua sobrevivência. Desse modo, os acadêmicos deixam de estudar, aumentando, sem saberem, as disparidades sociais.
Outrossim, somado ao supracitado, a inércia do Estado potencializa, ainda mais, a evasão universitária do Brasil. Tal situação, para Platão, é totalmente incoerente e inadmissível, pois a política deveria ser uma atividade elevada e nobre, marcada pela busca do bem comum do corpo social. Nessa lógica, o governo não se posiciona sobre esse fenômeno grave social, de modo que é sempre ignorado e colocado em segundo plano, pois é inexistente medidas paliativas que auxiliem os estudantes a se manterem, como bolsas de auxílio financeiro. Dessa maneira, enquanto essa situação for a realidade e a regra, o universalismo do estudo universitário será sempre uma utopia.
Nessa perspectiva, portanto, é mister que os impasses para as causas da evasão do ensino universitário sejam obliterados. Para isso, cabe ao Governo Federal, como instância de máxima de administração executiva, junto ao Ministério da Educação, atenuar a desigualdade social, por meio da criação de programas profissionalizantes que serão disponibilizados desde o ensino médio, os quais irão qualificar os estudantes para o mercado de trabalho, a fim de que consigam uma condição de vida mais digna. Ademais, o Estado deve, ainda, junto ao poder legislativo, criar um pacote de leis que irá dar todo um auxílio aos acadêmicos em formação, por meio da viabilização de bolsas de ajuda financeira denominadas " Bolsa Estudantil “, que irá ser usada como base para a realização da continuidade nas universidades, com o intuito de que os alunos continuem a estudar. Feito isso, garantir-se-á que o artigo 3 seja realmente consolidado no Brasil.