Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 16/04/2020
As classes historicamente desfavorecidas entraram recentemente na universidade. Com apoio justo e reparador de injustiças sociais, as primeiras gerações se formaram, porém, ainda aguardam melhores condições para a inclusão no mercado de trabalho. Quando essas classes se estabelecerem em suas profissões, principalmente em cargos na área da educação, o Brasil terá melhores condições de atender aos estudantes que trilham o mesmo caminho, mas, enquanto esse dia não chega, a alienação distorcida como valor e a falta de apoio legitimo estão entre as causas de evasão universitária.
Os valores, considerados como identidade mais profunda do ser humano, das classes marginalizadas são muitas vezes conflitantes com as exigências da vida prática. Uma educação judaico crista típica do Brasil é a responsável pela formação da classe baixa, em alguns casos o aspecto religioso é o único conteúdo(literatura) vivenciada no lar. Tal literatura pode ser interpretada erroneamente em favor da alienação, da inercia, formando jovens para servir sem nenhum protagonismo. Desse modo, ao entrar em um curso superior, tais sujeitos não possuem a autonomia necessária as exigências da posição, tornando-se um potencial evasor.
Além disso, ninguém pode ensinar valores úteis em uma instituição de ensino, se não tiver vivenciado
s valores que dizem necessários a vida (valores verdadeiros motivos de fracassos, por sua capacidade de inibição) e os valores realmente importantes em uma instituição de ensino superior. Observa-se que frequentemente o lugar do conselheiro é ocupado por um funcionário despreparado para entender as dificuldades dos estudantes, visto que, notadamente, ambos os indivíduos possuem origens e experiências distintas. Porém, o jovem analisado não é preparado para essa compreensão, pelo contrário, foi ensinado a respeitar com um temor reverencial qualquer autoridade. Desse modo, conselhos fora de contexto, transmitidos por alguém fora do seu lugar, pode concorrer para a evasão do estudante.
A referência que trilhou os mesmos caminhos, essa mesma é que pode dar uma direção, instruir com palavras e com ações a conduta do jovem potencialmente listado como um futuro evasor da universidade, jamais deve ter um papel principal na carreira do jovem, um profissional sem as vivencias necessárias para compreendê-lo. Espera-se, portanto, que as instituições de ensino controle o perfil de seus funcionários, possibilitando que seu quadro seja a representação da sociedade, visando oferecer o apoio necessário e legitimo aos jovens, em especial, àqueles em risco de abandono.