Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 15/04/2020
Compreende-se como evasão universitária a saída do indivíduo de uma universidade, culminando na incompletude do Ensino Superior. Diante disso, tal cenário é frequentemente visto no Brasil atual, onde um grande número de jovens não conclui a faculdade. Nesse sentido, a problemática acima se deve, fundamentalmente, ao Ensino Básico deficiente e à desigualdade econômica no país. Portanto, é urgente a criação de políticas públicas para mitigar a evasão universitária entre cidadãos brasileiros. Primeiramente, cabe afirmar que a má qualidade da educação básica brasileira aumenta o abandono do ensino universitário. Assim sendo, é válido referenciar o filósofo inglês John Locke, o qual afirma que o ser humano é uma tábula rasa, isto é, nasce sem qualquer conhecimento e somente o edifica mediante a experiências durante sua vida. Diante de tais conclusões, é possível afirmar que durante o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, o estudante constrói seu aprendizado e adquire conhecimentos necessários para obter sucesso acadêmico quando adulto. Dessa maneira, jovens que têm acesso a aulas de pouca qualidade sofrem dificuldades na adaptação às exigências em universidades devido à defasagem de conteúdo acadêmico que possuem e, por tal razão, uma parcela de tal grupo decide abandonar os estudos. Assim, é evidente a necessidade de solução do problema referido.
Em segundo lugar, deve-se ressaltar o papel da desigualdade econômica no país na persistência da evasão universitária. Portanto, é lícito destacar a citação: “todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais que outros”, presente no livro “A revolução dos bichos”, de George Orwell. Nesse sentido, tal frase reflete a realidade vivida pela população de baixa renda no Brasil, a qual enfrenta problemas financeiros maiores do que cidadãos das classes mais abastadas e, portanto, vive em desigualdade. Desse modo, indivíduos em tal situação econômica são mais propensos a terem dificuldades no pagamento de mensalidades cobradas por IES privadas, bem como na gestão dos gastos com alimentação, materiais didáticos, moradia e demais necessidades durante o Ensino Superior. Assim, não são capazes de permanecer em faculdades e abandonam o estudo. Diante disso, é urgente a intervenção estatal na solução do imbróglio acima.
Destarte, é responsabilidade do Ministério da Economia, em parceria com o Ministério da Educação, promover a estabilidade do estudante universitário a partir da criação de um projeto de investimento na educação brasileira. Tal medida deve visar a melhoria da qualidade do ensino básico a partir do oferecimento de cursos de formação gratuitos a docentes, bem como o suporte financeiro de alunos de faculdades por meio do oferecimento de empréstimos. Dessa forma, a qualidade das aulas em escolas brasileiras e as dificuldades financeiras de universitários diminuirão, assim como a evasão universitária.