Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 20/04/2020

No Brasil, a quantidade de universidades vem aumentando nesses últimos anos. Dessa forma, mais vagas estão sendo disponibilizadas aos estudantes para cursos de instituições públicas e privadas no país. Entretanto, mesmo com essas oportunidades, uma parcela preocupante de cursistas está abandonando as faculdades com graduações incompletas. Nesse sentido, é indubitável que os índices de evasão são o reflexo do descuido de assistência social e econômica por parte do Governo e da alta mensalidade das universidades privadas. Portanto, convém analisar as causas e as consequências dessa problemática e retratar uma possível solução para esse impasse.

Primeiramente, a evasão universitária é ocasionada, principalmente, por alunos que não conseguem conciliar o estudo com o trabalho e pagar a mensalidade das faculdades. Nesse contexto, a falta de assistência financeira para se manter tanto em rede pública como privada é um fator de peso para estudantes brasileiros. Segundo pesquisas realizadas pelo Instituto Nacional de Estudo e Pesquisa (INEP), foi demonstrado que 24% dos cursistas evadem em ensino público e 23% em privado. Ademais, o baixo número de programas que visam a permanência de estudantes nos cursos corrobora a evasão universitária. Desse modo, pode-se relacionar que a maior parte dessas desistências deve-se à precária assistência monetária aos alunos em nome do Governo e das instituições privadas.

Por conseguinte, as consequências do abandono de universidades afeta diretamente a sociedade e o Estado. Nesse meio, os desistentes se tornam menos qualificados para trabalhar em seu respectivo curso devido à graduação incompleta. Logo, suas carreiras profissionais junto com as vidas financeiras são severamente punidas pela evasão universitária. De acordo com o Ministério da Educação, foi investido, em 2018, quase 50 bilhões de reais em ensino superior. Diante disso, é visto que o alto índice de evasão prejudica seriamente o Governo decorrente de valores aplicados para o estudo que são gastos sem retornos à sociedade com abandonos do meio superior. Destarte, o país é danificado com consequências que abrangem a sociedade acadêmica e trabalhadora.

Portanto, providências devem ser tomadas para mitigar o problema. Para que a evasão universitária seja mínima, urge que o Governo, juntamente com instituições privadas, promovam, por meio de emendas constitucionais e campanhas, programas para incentivar a continuação da presença de estudantes em faculdades e efetuar assistência financeira para aqueles que precisam trabalhar excessivamente para conseguir pagar mensalidade privada ou manter-se socialmente estudando em rede pública. Somente assim, os índices de evasão universitária serão amenizados e com isso, as consequências não afetarão tão severamente a sociedade como ocorre hodiernamente.