Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 30/04/2020
Embora muitos sonhem em entrar em uma universidade, seja ela pública ou privada, percebe-se, na atual situação brasileira, que há muitos jovens que desistem do ensino superior. Isso acontece, principalmente, pelo baixo investimento público na educação e nas universidades em si. Nesse sentido, urgem medidas governamentais para reverter esse quadro que tanto afeta o país.
É relevante abordar, primeiramente, que o governo brasileiro não investe devidamente em educação. Em março de 2019, o governo federal anunciou o bloqueio de cerca de R$5,81 bilhões na área da educação. Com o decreto 9.471/19, foi então efetivada a ação que, indiretamente, afeta a entrada dos jovens em universidades, ou mesmo a permanência. Devido a esse fato, tem-se indivíduos com o ensino deficitário e que, mesmo que ingressem em uma faculdade, sua permanência torna-se difícil, ou muitas vezes impossível. Inegavelmente, esse desafio na educação só será solucionado quando o Brasil compreender como isso afeta o mercado de trabalho também.
Paralelo a isso, vale também ressaltar o sucateamento das unidades, principalmente as públicas. Com a falta de estrutura, equipamentos ou professores, o ensino superior acaba por não ser atrativo, levando a pessoa a escolher outras oportunidades no mercado informal. Assim sendo, o país retrocede, uma vez que cerca de 79% dos brasileiros não possuem ensino superior completo, segundo a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Nota-se, então, que a falta de investimentos na educação, em todos os níveis, leva a um déficit econômico, que sem dúvidas é um dos grandes desafios do combate à evasão universitária.
Dessa forma, é imprescindível que o Ministério da Economia em parceria com o Ministério da Educação, aumentem o investimento no ensino primário, mediante arrecadação de impostos, para que os jovens, que são a base do futuro brasileiro, tornem-se capacitados e com maiores oportunidades de emprego.