Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 03/06/2020
Foi durante o governo de D. João XVI, que chegou no Brasil a primeira universidade; e desde então, observou-se, no de correr dos anos, a sua disseminação juntamente com desenvolvimento de novos cursos, tecnologias, ambientes, entre outros. No entanto, além do acesso, a permanência dos jovens nos centros de educação superior no Brasil encontra muitos desafios, principalmente no que tange a questões financeiras e a falta de pré- requisitos básicos para o desenvolvimento das habilidade e competências do curso superior. Nessa conjuntura, é necessário discutir essas questões e encontrar soluções para diminuir o índice de evasão universitária no Brasil.
Em primeiro lugar, é importante considerar que a falta de uma educação básica de qualidade influi sobre toda a vida estudantil do indivíduo. É fato amplamente discutido que a educação no Brasil enfrenta muitos desafios, dentre eles, o fato de que os recursos destinados a esse fim não são eficientes para garantir uma boa estrutura e um bom desenvolvimento do aluno. Nessa lógica, alunos que dependem da rede pública de acesso ao ensino ficam desfavorecidos socialmente em detrimento daqueles que tiveram acesso a todos os recursos e puderam desenvolver as habilidades exigidas por um curso de graduação. Nessa lógica, já afirmava o economista britânico Arthur Lewis de que investir na educação não é uma despesa mas sim um investimento com retorno garantido.
De outra parte, é necessário atentar para as dificuldades enfrentadas por aqueles que mesmo com uma base ruim, conseguiram ingressar na faculdade. De acordo com a pesquisa desenvolvida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), cerca de 24% das desistências nos cursos de graduação são da rede de ensino privada, o que mostra em comparação ao percentual de evasão das universidade públicas de 15%, que a questão financeira é um fator determinante para a permanência e manutenção do aluno no curso. Sobre esse prisma, aponta-se a urgência de medidas que garantam uma maior democracia do ensino superior, em conformidade com o princípio de Isonomia previsto na carta Magna Brasileira que assegura a todos os cidadão a igualdade.
Infere-se, portanto, que é de extrema importância que a Lei de diretrizes orçamentarias (LDO) destine uma verba maior tanto para a educação básica, para investir em uma melhor qualidade dos ambientes escolares e na capacitação dos professores, a fim de garantir uma educação de qualidade aos menos favorecidos financeiramente, e para a ampliação de bolsas de assistência estudantil, que possam auxiliar financeiramente os alunos a permanecerem no curso. Desta forma, será possível garantir recursos para uma boa educação que proporcione aos indivíduos a capacidade para ingressar no ensino superior e conseguir concluí-lo.