Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 05/05/2020
Em 1808 foi criada, por decreto de Dom João VI, a primeira universidade brasileira. Isso instaurou o caráter elitista da educação superior em nosso país, visto que as escassas vagas eram destinadas para membros da elite, além da ausência ensino publico básico de qualidade. De forma análoga, nosso país enfrenta desafios relacionados à diminuição dos índices de evasão universitária e fatores como o uso ineficiente dos investimentos destinados à educação em consonância com os elevados custos para estudar em uma instituição de ensino superior agravam esse impasse. Destarte, tona-se necessária à discussão sobre o tema com o intuito de resolver essa problemática.
A priori, é necessário destacar que, embora existam verbas destinadas para este fim, o uso ineficiente dos investimentos destinados à educação é um fator que contribui para o aumento de alunos evasivos, uma vez que observa- se uma deficiência, principalmente, na formação da educação básica, o que dificulta a introdução do aluno no ensino superior, que exige domínio de matérias do ensino médio. Nesse âmbito, ratifica-se a tese do jornalista brasileiro Gilberto Dimestein acerca da cidadania de papel, isto é, ainda que o país apresente um conjunto de leis bastante consistente, elas se atêm, de forma geral, ao plano teórico. Dessa maneira, os dados apresentados permitem uma reflexão sobre a atual relação entre o governo e sua negligência para mitigar o imbróglio em questão.
Outrossim, no que diz respeito à inadimplência estudantil, podemos considerar que muitos estudantes não conseguem arcar com os custos do próprio ensino, devido às elevadas mensalidades das faculdades particulares ou ao custo de vida inacessível para os aprovados em universidades públicas localizadas em cidades diferentes das quais eles vivem, o que prejudica as perspectivas de empregabilidade do cidadão. Dessa forma, tais fatos contradizem a Constituição Federal de 1988, a qual prevê a educação como um direito social. Portanto, precisa-se de uma intervenção para que essa questão seja modificada com o fito de alcançar a isonomia esperada pela sociedade.
Em suma, são necessárias medidas que atenuem essa problemática. Para cessar os desafios relacionados à diminuição da evasão universitária no Brasil, urge que o Executivo, por meio de investimentos no Ministério da Educação, inclua métodos de aprendizados mais didáticos e eficientes nas escolas, como feiras de profissões, para melhorar a aprendizagem dos alunos e qualidade do ensino básico. Além disso, cabe a esses mesmos agentes, através de investimentos, aumentar as linhas de financiamento estudantil do ensino superior com o objetivo de promover mais oportunidades para pessoas de classes financeiras baixas. Somente assim, problemas com a evasão universitária vividos no século XIX, deixarão de ser atuais em nossa sociedade.