Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 05/05/2020
A educação é um dos principais alicerces para a sociedade, contribuindo para o desenvolvimento social e tecnológico.Todavia, o sistema educacional universitário encara um problema de evasão estudantil que se torna cada vez mais difícil de combater.Assim,o que impulsiona o abandono estudantil são os desafios de superar a desigualdade social e a ausência de assistência das faculdades.
Em primeiro lugar, a desigualdade na sociedade é um desafio na evasão escolar. Dessa forma, Milton Santos, geógrafo brasileiro, argumenta que a globalização contém três visões, sendo uma delas como ela é, ou seja, perversa e essa perversidade produz uma globalização desigual, o que permite que certas regiões se beneficiem mais que outras. Com isso, a falta de oportunidades em cidades pequenas ou em regiões menos favorecidas, como o norte e o nordeste, obriga os indivíduos a se locomoverem de seus municípios para outros e mesmo com a presença de bolsas ou faculdades gratuitas, o custo de moradia colabora com o abandono do curso. Exemplo disso, é a pesquisa realizada pela Dyane Brito Reis, pesquisadora de Acesso e Permanência de Jovens das Comunidades Negras no Ensino Superior, que exibe que mais de 115 mil alunos, 54% pardos e pretos, deixam o curso por razões monetárias.
Em segundo lugar, a ausência de assistência colaboram com a evasão. Nesse sentido, a falta de apoio governamental em proporcionar recursos financeiros produz um problema de apoio nas universidades, havendo cortes de bolsas, de trabalhos científicos e de avanço tenológico. Com isso, diversos estudantes desanimam em continuar nas universidades, trancando os cursos ou até mesmo abandonando, o que produz a evasão e a perda de mentes brilhantes no país, que as vezes até deixam o país e colaboram com pesquisas e tecnologias em outros locais. Exemplo dessa evasão, é a pesquisa, realizada pelo Instituto Lobo em 2016, no qual mais de 24% dos alunos de rede pública abandona a universidade e um dos motivos apresentados é a falta de assistência do governo.
Portanto, o Ministério da Educação, em parceria com faculdades públicas e privadas, deve realizar ações, como construção de novos centros educacionais em regiões do interior, por meio de recursos financeiros governamentais, da mesma forma que é injetado dinheiro para a expansão de campos e para o Prouni ou Fies, para que assim haja maior igualdade de acesso nas universidades e diminua a evasão dos estudantes. Ademais, O Ministério da Educação, em parceria com as universidades, deve realizar ações, como investimentos monetário, por meio de bolsas e financiamentos de projetos, da mesma forma que é realizado em empresas privadas os investimentos em pesquisas, para que assim as mentes brilhantes permaneça no país, o desenvolvimento tecnológico seja maior e os alunos se sintam apoiados pelo governo e pelas instituições de educação do Brasil.