Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 10/05/2020
O célebre cantor cearense,Belchior, abandonou a faculdade de medicina para seguir sua carreira na música, registrando seu percurso em muitas das suas composições. Paralelamente à atitude do artista, muitos jovens brasileiros abandonam as universidades do país por motivos semelhantes ou ainda mais alarmantes que a motivação do cearense, tais quais a falta de recursos para se manter na instituição, precarizando a situação da educação brasileira. Nesse viés, é válido salientar que a falta de assistência, seja financeira ou de outro gênero, seguida pela desistência da graduação por falta de afinidade são alguns dos desafios para conter a evasão universitária do país, tornando-o mais justo.
De início, é importante entender que grande parte do corpo estudantil das universidades é formado por indivíduos que precisam trabalhar e contribuir nas despesas domésticas, cenário esse que é côngruo com a segunda colocação do país no ranking do índice mundial de concentração de renda segundo o IBGE. Nesse sentido, a falta de subsidio financeiro para aqueles que não conseguem se manter em uma universidade, pública ou privada, é um motivo que se destaca muito mais em um cenário de desigualdade, contribuindo para a maior parte das desistências das graduações. Prova disso é que a evasão universitária se manteve bastante estável, em torno de 24%,segundo o Instituto Lobo em 2016, período esse em que a economia tupiniquim colheu sucessivos déficits nas contas públicas. Diante disso, é indubitável que o auxílio financeiro é necessário para manter parte dos acadêmicos estudando e,assim, preencher desníveis de desigualdade da educação brasileira.
Ademais, é válido ressaltar que a desistência por falta de afinidade com a graduação, seja pela ausência de um conhecimento prévio real acerca do curso ou pela falta de contato com a universidade, contribui com a estabilidade dos níveis de evasão escolar. Isso acontece porque não existe uma ponte entre as escolas e universidades do país, em que os alunos possam conhecer melhor sobre as reais dinâmicas dos cursos e as diferentes linhas seguidas pelas instituições de curso superior. Nessa lógica, cabe trazer o pensamento do físico Albert Einstein, no qual ele afirma que o papel da educação é habilitar a mente para pensar e, assim, fazer decisões corretas para amenizar o quadro de desistência.
Por fim, para liquidar os desafios da evasão universitária do país, algumas medidas devem ser tomadas. Primeiramente, para amparar alunos que precisam se manter economicamente enquanto estudam, um fundo monetário deve ser criado pelo Governo Federal para fornecer auxílio financeiro àqueles que necessitam, concedido e monitorado pelo MEC, preenchendo desníveis de desigualdade da educação brasileira. Ademais,o MEC deve promover eventos entre escolas e universidades, em que professores e acadêmicos possam explicar o viés da instituição e trocar experiencias sobre os cursos.