Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 11/05/2020

Promulgada em 1948 a Declaração dos Direitos Humanos, garante educação a todos. Contudo, não é o que pode ser observado no Brasil atual. Com um dos maiores índices de evasão universitária do mundo, chegando a 39%, segundo o IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Isso, evidencia que não basta ter universidade pública, tem que dar estrutura para os jovens que lá estão terminem seus cursos.

Nesse contexto, é importante entender alguns dados que explicam o que faz os alunos abandonarem seus cursos. Conforme, mostra uma pesquisa feita pela FBDM(Fundação Brasil do Amanhã), na qual constatou-se que 37,6% dos estudantes de universidades públicas do país vem de famílias que vivem com apenas um salário mínimo. Outra pesquisa da FBDM, mostra que 42% dos jovens que frequentam o ensino superior trabalham para seu sustento e de sua família. Como conciliar estudos e trabalho, se uma boa parte dos cursos que são ofertados em instituições públicas são de caráter integral? Simples, optar pelo trabalho, pois a fome não espera.

Além do já citado, existe um outro fator importante para evasão universitária, o fator racial. Segundo o IBGE, os jovens negros  tem a maior taxa de evasão, alcançando a marca de 52%. Isso, evidencia que a maioria dos pretos que mesmo com todas as dificuldades que o racismo estrutural já impõe, consegue chegar ao ensino superior, acaba por não concluir. Pois, muito encontram-se em estado de vulnerabilidade social.

Diante do exposto, infere-se que é necessário que o Estado tenha ações que minimizem essa evasão universitária. Dentre elas, pode-se citar: mudança na carga horária dos cursos das universidades públicas, alterando a base de cursos integrais para um turno único. Com isso, aumentaria as possibilidades para que alunos que trabalham e estudam pudessem conciliar os dois. Como também, criar programas de bolsas para alunos que estejam em vulnerabilidade social, permitindo que eles continuassem a estudar e tivessem alguma fonte de renda.