Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 18/05/2020

A série brasileira, " Segunda Chamada", retrata as adversidades vividas no ambiente escolar por alunos e professores. A obra, dialoga com a realidade atual no país, dado que 3 milhões de alunos evadem-se do Ensino Superior todos os anos. Nesse contexto, faz-se preciso analisar os fatores e consequências que incitam na persistência desse problema com intuito de atenuar essa situação.

A priori, as condições socieconômicas e a falta de ocasião intensifica a saída dos estudantes, em especial de negros e pardos. Como prova, os dados da BBC (2018), isto é, 61% desse grupo dos 117 mil bolsistas evadem-se das instituições. Com isso, percebe-se que as dificuldades enfrentadas por eles são maiores, assim muitas vezes a busca pela sobrevivência toma todo o seu tempo pelo trabalho consequentemente, não conseguem harmonizar o trabalho com a frequência na universidade por falta de renda, pois consoante a teoria do darwinismo social, escrita por Thomas Henry, só as pessoas com mais recursos adaptam-se melhor ao meio em que vivem.

Outrossim, a frustração com o curso escolhido é outro agravante. Nesse sentido, sabe-se que a admissão de estudantes negros e pardos são baixas comparada a maioria branca. Assim, é muito árduo para os indivíduos de baixa renda competir com quem possuem mais recursos no preparo para o vestibular. Nessa lógica, Henry tem razão, pois essas pessoas optam por ingressar em um curso de baixa demanda e ,logo,em seguida abandonam-o, em virtude de não adaptar-se a competição tornando-se excluído da possibilidade de escolher um bacharelado, por exemplo, em Medicina e Engenharia dentre outros, os quais pode ser o desejado. De acordo, com a pesquisa do site Residencial(2019) , a taxa de evasão nesses casos chegam a 70%.

Portanto, faz-se exequível ações para reverter o quadro atual. É mister, que o Governo Federal em união com o MEC , e a própria universidade com assistentes sociais, atuem na ampliação de projetos de iniciação científica remunerados, por meio de verbas governamentais, para que possa ajudar o aluno com as despesas individuais, a fim de mante-lo no curso superior. Além disso, deve-se também discutir com congressistas, sobre meios para sanar com a desigualdade socioeconômica, com escopo de ter uma meritocracia mais mais justa do ponto de vista democrático.