Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 31/05/2020
Com a introdução do ENEM e do PROUNI como ferramentas para o ingresso em instituições de ensino superior, grande parte dos brasileiros pode realizar seu sonho de se tornar um universitário. Entretanto, muito além da aprovação está os desafios diários das escassas e insuficientes bolsas de auxílio e assistência estudantil, que resultam na grande evasão universitária no Brasil.
Em primeiro lugar, grande parte dessa evasão é provocada pelo desafio de simultaneamente estudar e trabalhar, que se dá pela insuficiência dos serviços de bolsa prestados. As Universidades Federais e Estaduais que, em sua grande maioria, possuem programas de bolsa alimentação e moradia raramente também disponibiliza servições de transporte e custei de materiais e alto custo, como notebooks. Além disso, são poucas as bolsas em programas de extensão e serviços de manutenção, realidade ainda mais grave em Universidades privadas, forçando os estudantes de baixa renda a buscar empregos em locais que não respeitam seus horários e necessidades como universitários.
Não só no âmbito socioeconômico a evasão universitária também se da em razão da pouca, e muitas vezes inexistente assistência psicológica nessas instituições, visto que muitos estudantes sofrem de transtornos como ansiedade, depressão e síndrome do impostor. Para esses alunos, a Universidade se torna uma experiência angustiante, estressante e dolorosa da qual querem escapar, trancando seus cursos e em muitos casos tirando suas vidas.
Dessa forma, é necessário melhorar os serviços prestados aos universitários de baixa renda e vulnerabilidade psicológica. Cabe ao Ministério da Educação aumentar as verbas para o custeio de serviços estudantis das Universidades Públicas, de forma que os alunos tenham os auxílios básicos que possibilitem sua permanência nessas instituições, sendo esses bolsas de alimentação, moradia, transporte e custeio de materiais de difícil acesso. Além disso, cabe as Universidades Públicas e Privadas ampliar o número de bolsas de projetos de extensão e manutenção para que mais alunos possam prestar serviços a elas e estabelecer parcerias com o setor privado, de forma que os estudantes possam trabalhar em empresas e Startups que respeitem seus horários e necessidades como universitários. Em adição, o Ministério da Saúde e a administração das Universidades deve ampliar a assistência psicológica aumentando o número de profissionais disponíveis para atendimento e fomentando campanhas de conscientização da importância da saúde mental no ambiente educacional. Só assim será possível combater a evasão dos universitários no Brasil: melhorando os serviços prestados aos estudantes vulneráveis.