Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 11/06/2020
Segundo o filosofo e pensador Immanuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Nessa perspectiva, é valido ressaltar as causas que levam a evasão escolar no Brasil. Com efeito, inclusão de jovens em universidades deve ser medida que se impõe a sociedade e estado. Em primeiro plano, a educação é — ou deveria ser — um mecanismo de prioridade mutua, visto que por meio dela as pessoas de fato exercem os direitos de cidadãos. Nesse viés, a filosofia de Kant parte do pressuposto que a educação é indispensável para a construção da autonomia. Ora, a exclusão e a invisibilidade dos indivíduos que não experimentam dessa autonomia, tornam estes a condições de subordinados. Assim, não é razoável que mesmo no contexto atual, a era intelectual, a educação não seja um bem comum. Ademais, o acesso a universidades não se resume apenas a ter um diploma: antes, é uma importante manifestação sociocultural. Nesse sentido, Aristóteles desenvolveu o conceito de isonomia, relacionado a capacidade das pessoas a se adaptarem às necessidades dos outros, o que não ocorre no Brasil, haja vista a falta de condições as quais são submetidos estudantes de baixa renda e moradores de locais com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Desse modo, é necessário que autoridades de municípios e estados se posicionem veementemente em prol dos jovens que se encontram nessas situações. Portanto, faz-se mister salientar medidas para resolver tal problemática. Dessarte, cabe ao Ministério da Educação garantir meios e alternativas para alunos em risco de evasão escolar, por meio de parcerias com as câmaras municipais de cada estado, a fim de que estas realizem um mapeamento das regiões com altos índices de efúgio. Com isso, será possível que o Estado resgate essa parcela de pessoas seja pela disponibilidade de bolsas de estudos e seja por auxílios: moradia, transporte e alimentação.