Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 13/06/2020

Com a academia platônica, a Grécia antiga, foi o berço das faculdades de ensino clássico, influenciando autores e estudiosos até os dias atuais. Contudo, o que antes se caracterizava pela espontânea reunião de vários estudantes e professores, hoje, no Brasil, se caracteriza pela institucionalização falha do ensino superior. Seja pela ausência de auto conhecimento ou pelo despreparo estrutural do método de estudo, é fundamental compreender como esses empecilhos culminam no abandono da vida acadêmica dos universitários.

Em prelúdio, cabe ressaltar, que grande parte dos estudantes brasileiros desejam garantir uma vaga nas universidades tendo em vista a oportunidade de emprego, e não o real interesse pela educação. Assim como Platão, Viktor frankl, criador da logoterapia e prisioneiro judeu na Segunda Guerra Mundial, também seguiu os conceitos da educação clássica, e segundo este: ‘‘Quem tem um ‘porque’ suporta qualquer ‘como’’’, portanto, indivíduos fortemente decididos em sua escolha, possuem as maiores taxas de sucesso em seus objetivos. Dessa forma, é fácil compreender que, a ausência de conhecimento próprio, em discernir o que se realmente quer, culmina tardiamente no abandono das universidades conforme dificuldades financeiras e metodológicas passam a existir mais intensamente, logo, assim como o próprio Viktor enfrentou os campos de concentração para a conclusão de sua pesquisa, os estudantes também não abandonarão os cursos caso estiverem realmente decididos.

Paralelo a isso, encontra-se o deficit na metodologia nacional estudantil dos universitários, que apesar de no ensino fundamental terem compreendido os conteúdos, não aprenderam como otimizar o estudo e em apreender informações de forma correta. A.D.Sertillanges, em sua obra ‘‘A vida intelectual’’, demonstra quais são os melhores modos e perspectivas que um estudante intelectual deve obedecer para conseguir ter um estudo eficiente, dando destaque para o interesse pessoal. Nesse aspecto, é claro a dificuldade dos alunos do ensino superior, pois, pelo aumento do volume conteudista das faculdades, principalmente os cursos mais concorridos, estes, que antes conseguiam acompanhar os professores já não o conseguem mais, justamente por não terem adquirido uma formação na metodologia.

Em suma, é dever do governo, por meio do Ministério da Educação, fornecer para as escolas do ensino fundamental, aulas de metodologia do estudo e palestras baseadas na logoterapia, a fim de, além de despertar um interesse verdadeiro pelo estudo nos alunos, pela escolha da carreira desejada, também o faze-lo de forma correta segundo teorizado em ‘‘A vida intelectual’’. Desse modo, as evasões universitárias se atenuarão, o que irá gerar ao Brasil novos profissionais dedicados e qualificados.