Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 10/06/2020

No início do século XXI, a criação de políticas públicas como o Sisu, Fies e Prouni,que tinham como  objetivo o aumento do acesso à educação superior no Brasil, tiveram um resultado positivo. Apesar da oportunidade de ingresso ter sido ampliada, a permanência dos indivíduos na graduação ainda não é algo garantido, visto que os índices de desistência nas universidades vem aumentando de forma considerável. Dessa forma, as dificuldades de retenção da taxa de evasão universitária , tanto no âmbito público quanto privado, não podem ser negligenciadas pois trazem consequências negativas para a sociedade.

É imprescindível destacar o impacto que a falta de investimentos na educação pública têm no impasse. É válido destacar que o ensino básico demonstra baixa qualidade , o que é perceptível na média nacional de aprendizado , principalmente por  falta de maiores investimentos educacionais. Isso, faz com que a maioria dos alunos encontrem dificuldades de permanência no ensino superior, pois dificulta o aprendizado das matérias a nível superior pela ausência de uma base educacional melhor. Segundo o Instituto Lobo, cerca de 24% dos graduandos de instituições federais e estaduais desistem do curso , o que é um número preocupante.

Outrossim, a inadimplência das instituições privadas contribui para o agravamento do impasse. Segundo o Panorama do Ensino Superior Público no Brasil , cerca de 75% dos graduandos brasileiros estão matriculados no setor privado. Apesar da contribuição da concessão de bolsas parciais e totais por programas governamentais como Prouni ou Fies, a maioria dos estudantes conciliam trabalho e estudos de forma complementar, desgastando sua integridade física e psicológica. Diante disso, medidas de auxílio socioeconômico não são ofertadas pelas instituições, contribuindo para o aumento das desistências. Segundo dados da PESPB, dos 75% graduandos, o índice de evasão é 23%.

Portanto, medidas devem ser tomadas para aumentar os índices de permanência universitária. Para isso, cabe ao Ministério da Educação em parceria com as Instituições privadas a criação de um programa de assistência a graduandos que contemple os estudos com o trabalho, de forma que gere renda para ajudar na permanência dos estudantes e agregue conhecimento. Isso pode ser feito através de editais oferecendo vagas de programa de aprendizes e aumento da oportunidades de estágios remunerados. Com isso, será possível amenizar a evasão das instituições de ensino. Ademais, o investimento em educação, tanto básica quanto superior, é essencial para auxiliar na manutenção da permanência dos estudantes e construir um país melhor.