Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 10/06/2020
Com a vinda da corte portuguesa para o Brasil no século XIX houve um grande desenvolvimento da cidade, e dentre os avanços teve-se a criação da primeira universidade do país. Após dois séculos deste marco a tendência era possuir grandes taxas de ingressos nos institutos de ensino superior, objetivo este que fora alcançado. Porém, o número de jovens que concluem a graduação está cada vez menor, visto que, grande parcela dos alunos precisa trabalhar e estudar, e por ter problemas em conciliar os dois mundos acaba deixando a universidade, pois, não recebem naquele momento o retorno que precisariam.
Em primeiro lugar, é necessário analisar que à pesquisa feita pela revista “CartaCapital” no ano de 2012, revelou que 70% dos universitários brasileiros trabalham, números que aumentam a cada ano. Outrossim, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo. Desse modo, muitos brasileiros além de buscar uma graduação ainda exercem um ofício nos momentos vagos, para sustentar à si mesmo, ou até para auxiliar nas despesas da família.
Concomitantemente, o INEP divulgou que em 2016 cerca de 27% dos estudantes deixaram às faculdades, número esse que é ocasionado pela tentativa de aliar o emprego com os estudos, tornando-se uma rotina exaustiva e criando uma ideia de que exercer um serviço e receber uma remuneração, é mais prazeroso do que ser um discente. Ademais, para o filósofo Immanuel Kant “o ser humano é aquilo que a educação faz dele” e sem o incentivo e a visão de que o ensino pode auxiliar na formação de um futuro melhor, o indivíduo nada será sem ela.
Portanto, é mister que medidas sejam tomadas para mitigar essa problemática. Para que a evasão universitária caia em níveis consideráveis, cabe ao Ministério da Educação (MEC) fornecer mais auxílios estudantis, concedidos à partir de inscrições na instituição e análise, sendo direcionados aos estudantes de baixa renda. Ademais, às universidades com a ajuda do MEC devem fornecer estágios remunerados na própria instituição, feito por meio de processos seletivos internos. Pois, somente assim todos aqueles que ingressarem em instituições de nível superior poderão concluir o ensino.