Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 05/07/2020

No filme Ratatouille, da Pixar; Linguini começa a trabalhar como cozinheiro em um restaurante, mesmo que contra sua vontade; isto porque seu pai era renomado na área. Longe das telas de cinema, é notável grande semelhança com a realidade brasileira, onde os jovens são influenciados a escolher suas formações, mesmo que sejam opostas aos seus gostos individuais. A partir de uma análise da problemática, percebe-se que o impasse existe não só pela pressão e manipulação sobre o ensino superior dos jovens, mas também pelo alto custo exigido para se manterem na faculdade.

Primeiramente, é inegável a grande imposição que os adolescentes sofrem a respeito do curso que deverão seguir. Por esse motivo, eles acabam optando por estudar em áreas fora de seus interesses pessoais, o que, provavelmente, irá causar arrependimento e sua evasão universitária no futuro. Nessa perspectiva, o escritor francês Guy Debord elaborou uma teoria chamada “A Sociedade do Espetáculo”, que vai explicar que todas as pessoas vivem em uma performance, tentando sempre dar o melhor show para os outros. Dessa forma, as pessoas vão viver apenas fazendo o que os outros gostariam de ver, tal como os estudantes, que estudam em universidades só porque terceiros apreciariam essa escolha.

Ademais, é irrefutável o alto custo financeiro que as faculdades demandam dos cidadãos, sendo estas particulares ou públicas. Isso ocorre pela má distribuição de universidades no país; forçando o êxodo dos alunos de pequenas cidades, que deverão ir para grandes metrópoles para terem acesso ao ensino superior. Consequentemente, será, muitas vezes, obrigatório o estudante trabalhar para se manter nessa nova cidade; o que dificultará a conciliação entre trabalho e estudo, visto que ambos demandam muito tempo e investimentos físico e psicológico das pessoas.

Portanto, é de extrema importância que algo seja feito para minimizar o problema. Logo, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Economia,  garantir que todos tenham acesso permanente ao ensino superior de qualidade e que isso não seja um impasse na vida destes. Para que isso ocorra, esta ação deverá ser por meio da construção de novas faculdades públicas em cidades rurais e não desenvolvidas, evitando a evasão universitária e rural. Estas deverão ter, ainda, sistema de monitorias, onde os alunos receberão ajuda financeira por ensinar outros. Só assim, a saída antecipada dos estudantes das universidades será, finalmente, parada.